F1

Diretor da F1 culpa ida para TV fechada na Itália por queda da audiência mundial na comparação com 2017

O diretor-executivo da F1, Chase Carey, viu com bons olhos os números da audiência internacional da F1 na temporada 2018, apesar de uma queda de 4% em relação ao ano passado. De acordo com Carey, a culpa da queda é da migração da TV aberta para a fechada na Itália. Segundo ele, sem o país, a audiência aumentou no resto do mundo, especialmente na China
Warm Up / Redação GP, do Rio de Janeiro
 A largada do GP da Hungria de F1 (Foto: AFP)
Um levantamento da audiência televisiva internacional média da F1 nesta temporada 2018 está, até agora, 4% abaixo do que foi em 2017. Mas o Liberty Media não está preocupado. Para o diretor-executivo Chase Carey é apenas uma questão da transferência das transmissões da TV aberta para a TV fechada na Itália.
 
Foi o que Carey afirmou durante uma conferência por telefone com outros membros do Liberty Media para tratar de vencimentos da F1 em 2018. O chefão colocou panos quentes nos números e disse que, fora da Itália, o mundo segue colorido.
 
"Isso é causado por causa da nossa mudança da TV aberta para a paga na Itália. Se a gente tirar a Itália da equação, a audiência está 3% maior em comparação [a 2017] e a audiência dos treinos de classificação aos sábados é ainda mais favorável", afirmou.
 
Neste ano, os direitos de transmissão da F1 na Itália passaram a ser exclusivamente do canal fechado Sky Italia, algo que vai se manter pelo menos até o fim da temporada 2020. É uma tendência internacional a ida dos direitos da F1 para as TVs fechadas, como na Inglaterra, onde a Sky também tem os direitos exclusivos. 
 
Carey também afirmou que a audiência aumentou bastante em outros pontos, como nos mercados dos Estados Unidos e na China, onde disse que "os números mostram crescimento particularmente forte".
Chase Carey e Ross Brown (Foto: RV Press)
Com relação à F1 TV, inaugurada nos últimos meses e que nasceu bastante criticada nos primeiros momentos, tratou de tecer elogios às modificações feitas.
 
"Os fãs reagiram positivamente aos aumentos que fizemos no número de câmeras, sons, gráficos e outros elementos em nossa transmissão. E temos mais coisa para trazer. 69% dos nossos fãs dizem que a cobertura da F1 TV melhorou e apenas 13% acha que piorou", apontou.
 
Admitiu, no entanto, que a F1 TV - que estreou apenas no GP da Espanha, em maio - está vendendo ao público em 2018 uma espécie de fase beta. "Esse ano a prioridade é chegar onde queremos com o produto. Assim, ano que vem faremos um lançamento comercial próprio", encerrou.
 
A F1 volta em duas semanas, com o GP da Bélgica.