F1

Diretor da F1 diz que “nada é imutável” e deixa presença de Silverstone no calendário em aberto

2019 é o último ano do contrato vigente de Silverstone com a F1, que não assegura uma renovação. Sean Bratches, diretor comercial, ressalta que o autódromo britânico nem sempre esteve no calendário ao longo das 68 temporadas
Warm Up / Redação GP, de Berlim
 Nico Hülkenberg (Foto: Renault)

Só tradição pode não ser suficiente para manter Silverstone na Fórmula 1. O palco clássico do GP da Inglaterra tem contrato até o fim de 2019, mas nenhuma garantia para 2020 em um momento de reestruturação do calendário. Para Sean Bratches, diretor comercial da F1, é normal: o dirigente garante esforços para seguir visitando o autódromo britânico, mas não vê a possibilidade de saída como algo chocante.
 
“Somos uma entidade de 68 anos e a natureza do automobilismo é dinâmica”, disse Bratches. “Silverstone recebeu o primeiro GP [do campeonato de F1], mas não corremos em Silverstone em todos esses 68 anos. A corrida já foi para Brands Hatch e outros lugares. Nada é imutável nesse esporte em termos de onde podemos correr. Valorizamos muito algumas corridas e fazemos o possível para mantê-las no calendário, mas isso é um negócio”, continuou.
 
O comentário de Bratches vem um dia após a confirmação do GP do Vietnã no calendário de 2020. Ainda não há informação sobre a possível saída de uma etapa vigente para permitir a entrada de Hanói, mas tal situação é plausível – equipes e pilotos da F1 já expressam descontentamento com o alto número de GPs na atualidade.
Silverstone não tem presença certa no calendário em 2020 (Foto: Mercedes)
Bratches, por sua vez, não vê o Vietnã como algo negativo. O dirigente destaca que uma nova corrida de rua vai de acordo com o planejamento da F1 para o futuro.
 
“Vemos a situação de três maneiras. Primeiro, queremos preservar corridas históricas, que são muito importantes para a F1 e para os fãs. Estou falando de lugares como Silverstone, Spa e Monza espalhados pelo mundo. Depois temos algumas corridas de rua, ou com uma mistura com parques, como Melbourne, Montreal e Cidade do México. O terceiro segmento tem lugares construídos só para isso, como Xangai, Austin e Bahrein. Além disso, também queremos encontrar novas corridas de rua, e esse é um novo passo nessa nossa visão”, encerrou.