Diretor da Ferrari contém empolgação e reforça cautela: “Duas vitórias não nos tornam brilhantes”

Contrastando com a passionalidade que envolve a Ferrari, Alberto Antonini, chefe do departamento de comunicações de Maranello, trata de colocar os pés no chão sobre as expectativas da equipe para a sequência do Mundial de F1

Depois de uma temporada sofrível no ano passado, a Ferrari promoveu uma pequena revolução nos seus quadros para 2015. Sebastian Vettel deixou a Red Bull para assumir o lugar do desmotivado Fernando Alonso, enquanto Maurizio Arrivabene chegou bem ao posto de chefe de equipe, que passou a viver novos e promissores tempos. Ambos exercem papel fundamental nesse novo momento de reconstrução da Ferrari, que culminou com a conquista de duas outrora improváveis vitórias na primeira metade do Mundial.

De certa forma, as vitórias de Vettel nos GPs da Malásia e da Hungria foram inesperadas devido do forte domínio imposto pelas Mercedes de Lewis Hamilton, principalmente, e Nico Rosberg. Mas a Ferrari voltou ao glorioso caminho que leva ao topo do pódio depois de um jejum que durava desde o GP da Espanha de 2013. Contudo, o lendário time italiano adota a cautela e prefere deixar a empolgação de lado para traçar as perspectivas para o restante do Mundial.

Apesar do bom desempenho da Ferrari em 2015, Alberto Antonini prefere manter a cautela (Foto: AP)

Alberto Antonini, chefe do departamento de comunicações de Maranello, pediu muita calma para analisar o momento da Ferrari.

“Nós não achávamos que estávamos em crise depois de Silverstone e não acreditamos que somos brilhantes agora. Temos de manter nossos pés no chão, já que sabemos que temos um oponente muito forte contra nós, mas vamos dar nosso melhor, como sempre”, declarou o italiano, citando a sequência de corridas que antecedeu a pausa no verão europeu.

Em Silverstone, por exemplo, a Ferrari foi facilmente superada pela Williams, mas acertou na estratégia — e contou com uma sucessão de erros da equipe britânica — para colocar Sebastian no pódio, em terceiro lugar. Mas a redenção veio em Hungaroring, com a vitória de Vettel. O resultado poderia ter sido ainda melhor se Kimi Räikkönen, que ocupava a segunda posição, não tivesse enfrentado problemas de falta de potência na unidade de força do seu carro.

Vettel ocupa a terceira colocação do Mundial de Pilotos e soma 160 pontos, 21 a menos em relação a Nico Rosberg e 42 atrás de Lewis Hamilton. Na classificação dos Construtores, a Ferrari é a vice-líder, com 236, muito atrás da Mercedes, que soma 383 pontos após as dez primeiras corridas de 2015. Restam nove para o desfecho da 65ª temporada da história do Mundial de F1.

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