F1

Diretor da GPDA, Grosjean critica zebras elevadas após acidente de Flörsch em Macau e quer reunião com FIA

Romain Grosjean é um dos diretores da Associação de Pilotos da F1 e ficou preocupado com o acidente grave que envolveu Sophia Flörsch no último GP de Macau. Segundo Grosjean, há um uso abusivo de zebras elevadas em pistas fechadas e urbanas na atualidade
Warm Up / Redação GP, do Rio de Janeiro
 Sophia Flörsch decola e acerta a cabine dos fotógrafos na Curva Lisboa em Macau (Foto: Macau Grand Prix)
A F1 não ignorou o acidente grave envolvendo a pilota Sophia Flörsch na edição 2018 do GP de Macau. Um dos diretores da GPDA, a Associação de Pilotos da F1, Romain Grosjean, falou que já teve uma conversa preliminar com a FIA e criticou o uso excessivo de zebras altas em pistas urbanas e fechadas.
 
No acidente, Flörsch teve a suspensão quebrada após um toque em Jehan Daruvala e perdeu o controle do carro, que foi em direção à curva e saiu do chão após passar em alta velocidade pela zebra. O voo tornou-se ainda mais alto ao pegar no carro de Sho Tsuboi e parou numa torre para fotógrafos colocada do lado oposto da pista. Sophia sofreu uma lesão na coluna vertebral, mas, após uma cirurgia de mais de sete horas de duração, não tem mais riscos de paralisia e já prometeu voltar às pistas.
 
"Acredito que a Sophia teve muita sorte. As boas notícias sobre sua cirurgia são muito alentadoras, o que é excelente, mas a zebra alta não fez qualquer favor", afirmou ao site norte-americano 'Motorsport.com'.
Romain Grosjean (Foto: Rodrigo Berton/Grande Prêmio)
Grosjean seguiu opinando sobre a questão das zebras mais altas. Sobretudo em pistas fechadas, onde há espaço para implantar gramado ou areia de brita, este tipo de artifício não tem lugar. E nas pistas urbanas, como Macau, é um risco usar em determinadas curvas.
 
"As pistas precisam ter grama ou brita. Claro que não dá para fazer isso numa cidade, mas falamos dos limites da pista na maioria das vezes, e se tivesse grama ou brita não haveria esse tipo de discussão. A zebra alta em Spa ou Monza e outros lugares não se encaixa e não está OK", colocou.
 
A conversa com Charlie Whiting, segundo ele, já começou. Mas uma reunião futura de forma oficial está nos planos. 
 
"Já falamos sobre isso em nosso grupo no WhatsApp. É muito semelhante ao que aconteceu na GP3 na Bélgica há alguns anos [com o russo Konstantin Tereshchenko, durante treino livre, em 2014], uma zebra fez com que um carro saísse em disparada pelos ares. Corri três vezes em Macau, lembro dessa curva. Não sei o motivo de haver uma zebra ali, vou ser sincero", opinou.
 
"Não tem necessidade, tem um muro. Quem cortar a curva, pega o muro. Por exemplo, na primeira curva em Monza, se alguma coisa der errado e você passar pela zebra, vai terminar no centro de Milão", encerrou. 
 
A F1 termina a temporada neste fim de semana, em Abu Dhabi, e o GRANDE PRÊMIO acompanha tudo AO VIVO e EM TEMPO REAL.