Diretor da McLaren nega pressão extra por resultados em primeiro ano com motor Renault. Mas Vandoorne discorda

O piloto Stoffel Vandoorne está indo para o segundo ano dele como titular na F1, mas tem a real noção do que os últimos três anos significaram para a McLaren e o que 2018, como motores Renault, obrigam a equipe a fazer: impressionar. Já o diretor-esportivo Éric Boullier tenta tapar o sol com a peneira

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A expectativa é grande para o que a McLaren será capaz de fazer na temporada 2018 do Mundial de F1. Após três anos muito ruins em que teve os defectivos motores Honda como bode expiatório, a equipe de Woking agora trabalha impulsionada por motores Renault – assim como a equipe da fábrica e a Red Bull. Antes de entrar na temporada, porém, o diretor-esportivo Éric Boullier e o piloto Stoffel Vandoorne estão em discordância com relação à pressão sobre a esquadra.

 
A grande diferença de pensamento entre os dois é que Boullier crê que não existe pressão para resultados na McLaren, enquanto Vandoorne acredita que não apenas há uma pressão – ela é enorme. 
 
"Não sentimos pressão extra. Pelo contrário, o time está motivado pelo fato de que teremos dois rivais fortes na Red Bull e na Renault", afirmou Boullier. 
 
Em direção da segunda temporada como titular da F1, Vandoorne equaciona alguns fatores um tanto quanto óbvios: a McLaren, uma grande equipe e que passou alguns anos tratando a Honda como seu grande problema, agora terá o mesmo motor e uma comparação direta com duas equipes tão poderosas quanto.
Éric Boullier (Foto: McLaren)
"Em 2018 a pressão na equipe é grande, porque temos enormes pontos de comparação conosco. A Red Bull ganhou corridas na temporada passada, a Renault também foi bem, então a pressão existe. Mas isso também é positivo e nós precisamos melhorar", afirmou em entrevista para a TV belga RTBF.
 
Após os muitos problemas de confiabilidade vividos no ano passado, Vandoorne espera conseguir uma temporada mais limpa neste sentido e mais condizente com o que a McLaren espera dele em termos de resultado.
 
"Eu ainda tenho trabalho a fazer em relação a completar um bom fim de semana completo e entender o carro. A velocidade está lá se eu conseguir juntar todos os elementos. Ainda não traçamos uma meta para a temporada. Para mim, o ponto de referência é Fernando Alonso ainda que o foco seja em mim mesmo. Os resultados do ano passado não foram o que eu esperava, mas estou muito mais forte para a nova temporada", comentou.
Stoffel Vandoorne (Foto: Rodrigo Berton/Grande Prêmio)
O belga afirmou também que, embora a apresentação do MCL33 esteja marcada apenas para 23 de fevereiro, ele já teve um gostinho da nova máquina. Andou nos simuladores da equipe e gostou do que sentiu.
 
"Tive meu primeiro dia no simulador e pude discutir muito sobre o novo carro com os engenheiros. Foi minha primeira sensação de ter esse novo carro de 2018 nas mãos – a mudança [para a Renault] será ótima para nós. Todo mundo está motivado para começar os testes e ver o que podemos fazer na pista. Saberemos mais sobre a temporada lá em Barcelona", encerrou.
 
Os testes coletivos de pré-temporada começam em Barcelona no dia 26 de fevereiro.

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