Diretor da Renault descarta teste com novos motores em 2013 e apoia treino extra na pré-temporada 2014

Rob White, diretor da Renault Sport, deixou claro que não há qualquer possibilidade de levar à pista um carro equipado com o novo motor turbo V6 de 1,6 L ainda nesta temporada. O britânico defendeu a ideia de uma bateria adicional de testes na pré-temporada de 2014


Durante os intervalos entre uma e outra corrida da temporada, o noticiário sobre o Mundial deste ano dá lugar, muitas vezes, ao debate sobre a nova F1 em 2014. No ano que vem, a categoria viverá um grande revolução com a adoção de uma nova especificação de motores: sairão os aspirados V8 de 2,4 L, que serão substituídos pelos turbo V6 de 1,6 L. A Renault, que deve fornecer motores pelo menos para quatro equipes em 2014, defendeu a ideia de uma pré-temporada com pelo menos uma sessão extra para que haja maior tempo para todos — pilotos, equipes e fornecedoras — se adaptarem à nova configuração.

“Vai ser uma pré-temporada muito intensa em 2014”, previu White, que concedeu entrevista à revista britânica ‘Autosport’. “Ter um teste adicional na pré-temporada parece ser uma proposta bastante madura, e somos completamente favoráveis. Não sei qual formato teria, mas partimos do pressuposto de que será um treino adicional para todas as equipes e não é opcional, como todos querem e precisam”, comentou.
A Renault Sport defende a ideia de um treino extra na pré-temporada de 2014 (Foto: Getty Images)

No entanto, o diretor da Renault Sport deixou claro que não há a menor possibilidade de levar um carro equipado com novo motor à pista ainda nesta temporada. “Este é um debate que expirou porque a previsão agora é que os carros vão correr pela primeira vez [com o novo motor] no ano que vem.”

“Vamos tomar outubro como um exemplo para descobrir quais seriam as consequências. Se você vai testar em outubro, então você precisa construir os motores em setembro”, disse White. “A dificuldade é que as peças necessárias para construir esses motores terão de ser colocadas em produção, digamos, três meses antes; em maio já precisaríamos ter decidido exatamente qual a especificação.” 

“Provavelmente, teríamos que reunir alguma experiência sobre os testes com essas peças antes de leva-las à pista. Ainda estamos projetando as peças, e algumas dessas peças que estamos desenvolvendo não estão prontas. No momento atual, não é possível colocar um motor no carro em outubro”, justificou.

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