Diretor-técnico da Lotus afirma que ritmo no treino classificatório “é menos importante” neste ano

Segundo James Allison, com a degradação maior dos pneus neste ano, o importante é ter um carro bom para as corridas. Mas apesar da vitória de Kimi Räikkönen na Austrália, ele não garante que a Lotus vai conseguir fazer menos paradas do que os outros em todas as corridas da temporada

A estratégia e a boa conservação dos pneus foram dois fatores fundamentais para a vitória de Kimi Räikkönen no GP da Austrália, disputado no último domingo (17). Apesar do bom início de temporada, o diretor-técnico James Allison não acredita que a Lotus vai conseguir gerir tão bem os compostos fornecidos pela Pirelli em todas as corridas do ano.

“Está tão equilibrado, que nós não podemos assumir que vamos ser capazes de tirar da cartola o truque de fazer uma parada a menos que todos em todas as provas que vamos disputar”, disse Allison ao site da revista ‘Autosport’.

Allison não crê que ritmo do classificatório ajude nas corridas neste ano (Foto: Lotus/LAT)

Ele admitiu que o desempenho da Lotus no treino classificatório, quando Räikkönen e Romain Grosjean ocuparam a quarta fila do grid, refletiu a posição da equipe em comparação com as outras. Mas James afirmou que, por conta das características dos pneus, o ritmo na atividade que define as posições de largada não vai ser tão importante neste ano.

“Em apenas uma volta rápida, nós somos a terceira ou quarta equipe, e isso significa que vamos ficar entre quinto e oitavo (no treino classificatório). As indicações do carro é que somos competitivos nas corridas em uma ampla faixa de circuitos”, explicou. “Os pneus são bem mais difíceis (de gerir) do que no ano passado.”

"O ritmo de classificação é, portanto, menos importante do que foi na parte final da temporada passada porque não dá para fazer muitas voltas em 0s2 ou 0s3 [mais rápido por volta]. O desgaste [dos pneus] torna o ritmo de classificação sem sentido", encerrou o diretor-técnico da Lotus.

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