Dirigentes definem nova classificação da F1 como “lixo”, pedem desculpas e clamam por volta de formato antigo

Christian Horner, Toto Wolff e Niki Lauda detonaram o novo formato de treino classificatório que estreou neste sábado na Austrália. O senso comum é que a configuração antiga, que não contava com nenhuma crítica do mundo da F1, deve voltar a ser adotado já a partir do GP do Bahrein, próxima etapa da temporada

O novo formato de treino classificatório da F1, no estilo ‘dança da cadeira’, com as eliminações dos pilotos a cada 90s, conseguiu um feito bastante raro na categoria: uniu as principais vozes da F1. Todas elas se mostraram contrárias à medida que estreou neste sábado (19) na definição do grid de largada do GP da Austrália, em Melbourne.
 
Enquanto o Q1 e o Q2 correram de forma normal e ganharam até seus elogios nas redes sociais, o Q3, a fase final da classificação com os oito melhores do grid, foi um alvo de duríssimas criticas de alguns dos principais dirigentes da F1. 
 
Incomodados com a falta de ação na pista, visto que os pilotos optaram por poupar carros para a corrida, Christian Horner, chefe de equipe da Red Bull, Toto Wolff e Niki Lauda, principais dirigentes da Mercedes, detonaram o novo formato. Em entrevista coletiva, Horner foi além e disse que a F1 precisa pedir desculpas aos fãs da categoria.
O novo formato de classificção não agradou a ninguém na F1 (Foto: Getty Images)
“Antes de tudo, devemos pedir desculpas. As intenções foram boas, mas deu tudo errado. Precisamos resolver isso imediatamente. O que vimos hoje não foi bom para a F1.”, bradou o britânico, que foi endossado por um irritado Toto Wolff, diretor-esportivo da Mercedes.
 
“Sou o primeiro a falar que não devemos ficar criticando a F1 na TV, mas foi um lixo”. Se os fãs não estavam pedindo isso, por quê? Precisamos ouvi-los”, declarou o austríaco.
 
No rol dos dirigentes mais influentes e polêmicos da F1, Niki Lauda também detonou o formato de classificação adotado em Melbourne. “A pior decisão na F1. Era óbvio que, quando nós tomamos a decisão, ninguém sabia de todos os detalhes. Nós precisamos mudar isso rapidamente, ter uma rápida decisão e mudar isso para o Bahrein. Tenho certeza que Bernie também não gostou”, comentou.
 
Bernie Ecclestone deixou claro, desde o começo, quando a proposta de mudança foi aprovada pelo Grupo de Estratégia da F1, que era contra a proposta. “Eu assisti [a classificação], mas tenho de dizer que não fiquei empolgado com isso desde o primeiro dia”, afirmou o supremo da F1 em entrevista à revista ‘Autosport’. “Foi uma porcaria. Mas é o que temos, até que possamos mudar”, disse.
 
Independente do formato em si, Bernie acredita que a ordem de forças não vai mudar tão cedo na F1. “Se voltarmos ao formato antigo, eu vou dizer o que aconteceria: a Mercedes seria primeiro e segundo. É muito simples. O que eu não quero ver é você prever o que pode acontecer na largada da corrida e como essa corrida vai terminar”, explicou. Eu e você poderíamos vender tudo o que temos e colocar nosso dinheiro em Hamilton para ele vencer. Não é o que o público quer”, completou.
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