Do caratê ao recorde de vitórias: como Hamilton virou uma lenda da Fórmula 1

Lewis Hamilton igualou um recorde de Michael Schumacher que parecia, anos atrás, impossível de ser alcançado. E a trajetória do inglês impressiona desde a infância

Lewis Carl Davidson Hamilton alcançou mais um marco histórico em sua carreira vitoriosa. O piloto inglês conseguiu sua 91ª vitória na Fórmula 1 ao vencer o GP de Eifel e, assim, igualou o recorde pertencente à lenda do automobilismo, Michael Schumacher. O alemão alcançou o feito em 2006 e, na época, ninguém imaginava que surgiria outro piloto que chegasse à marca tão rápido.

Porém, agora é questão de tempo para Hamilton aumentar seu número de vitórias na Fórmula 1 e empregar um novo recorde. Além disso, o inglês está bem próximo da conquista do sétimo título na categoria mais nobre do automobilismo, fazendo com que também iguale Schumacher como os únicos heptacampeões. A supremacia do piloto nas últimas temporadas, liderando diversas corridas de ponta a ponta, faz com que muitos fãs apostem em suas habilidades, é seguro apostar na Betfair Brasil, que conta com variados torneios esportivos em seu catálogo. Alguns podem achar que o caminho de Hamilton até a elite do esporte foi fácil, só que o piloto encontrou pedras no seu caminho.

Lewis Hamilton teve grande passagem pela McLaren (Foto: McLaren)

A infância e o início de tudo

Lewis Hamilton nasceu em Stevenage, cidade próxima a Londres, e durante a infância sofria constantemente com bullying na escola. A partir de então, o garoto passou a fazer aulas de caratê para defesa pessoal. Junto ao seu pai, Anthony, tinha como principal hobby corridas de carro de controle remoto. Com a paixão crescente pelo mundo das corridas, o jovem Lewis ganhou um kart do seu pai. E, na época, o garoto descobriu seu ídolo: Ayrton Senna. Assim, por vários anos passou a utilizar as mesmas cores no capacete que o brasileiro usava.

Hamilton passou a se destacar no kart britânico, enquanto seu pai trabalhava em três empregos para sustentar o início da carreira, sendo também mecânico e empresário de Lewis. Além de vencer as corridas, pai e filho ainda tinham de lutar contra o preconceito em um dos esportes mais predominantemente brancos.

“Já ouvi nomes racistas em minha direção. A primeira vez que aconteceu, eu fiquei chateado. Eu contei a meus pais e senti que tinha de me vingar deles. Mas eu só ignoro e me vingo deles na pista”, falou Lewis Hamilton, aos 12 anos, em uma entrevista à BBC.

Lewis Hamilton venceu em Spa e homenageou o ator Chadwick Boseman, que morreu dias antes da etapa (Foto: Mercedes)

O caminho para a Fórmula 1

Aos 13 anos, o garoto entrou em um programa de jovens pilotos da McLaren e, a partir daí, suas conquistas só aumentaram. Em 2006, foi campeão da GP2, então campeonato de acesso, e em 2007 foi contratado para defender a McLaren na Fórmula 1. Sua estreia na elite do esporte foi uma quebra de um paradigma, se tornando o primeiro piloto negro na história da categoria. Contudo, até os dias de hoje, ele é o único.

Em 2008, tornou-se o mais jovem piloto a conquistar a categoria, ao 23 anos, porém esse recorde já foi quebrado por Sebastian Vettel, dois anos mais tarde. Em 2013, Lewis trocou a McLaren pela Mercedes, mas seu início na nova equipe não foi tão bom: em sua temporada de estreia, venceu apenas uma corrida. Mas, em 2014, as coisas mudaram, e com a alteração no regulamento em relação aos motores híbridos, o piloto deu início a sua hegemonia na F1. Ao lado do rival desde os tempos de kart, Nico Rosberg e, depois, de Valtteri Bottas, Lewis já conseguiu 70 vitórias e 70 poles, além de caminhar para o sétimo título na categoria, o sexto correndo pela Mercedes.

Um ícone fora das pistas

Considerado um dos maiores atletas em atividade e até mesmo da história, o piloto sempre foi presente no ativismo nas questões raciais. Em várias ocasiões, protestou contra injustiças, já se ajoelhou enquanto o hino era reproduzido, elevou o punho cerrado ao subir no pódio, participou das manifestações que clamavam por justiça em relação ao caso de George Floyd, e vestiu uma camisa em homenagem a Breonna Taylor, outra vítima de violência policial nos EUA.

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