F1
08/08/2018 08:40

Documento revela saída de acionista Ojjeh como diretor da McLaren. Equipe garante permanência

O movimento faz parte da reestruturação que a McLaren promove para melhorar seu desempenho dentro e fora da pista. A empresa garante que, na prática, nada vai mudar no cargo de Mansour Ojjeh
Warm Up / Redação GP, de São Paulo
 Mansour Ojjeh (Foto: Twitter/Reprodução)
Mansour Ojjeh não pertence mais, formalmente, ao conselho da McLaren como diretor responsável pela F1. O encarregado da categoria na equipe pediu demissão, depois de 30 anos, como parte da reestruturação do modelo corporativo dentro do time inglês. Na prática, a McLaren garantiu que nada mudou “além de uma decisão que possibilita um processo mais eficiente e prático” para a esquadra.
 
De acordo com documentos oficiais da empresa, Ojjeh pediu demissão do conselho da equipe em 26 de julho, assim como da divisão de marketing do setor que cuida da utilização da tecnologia da F1 em outras indústrias. 

A informação chegou a ser reportada pelo jornal britânico 'Independent' como uma demissão definitiva da McLaren, ao que a equipe respondeu ter sido equivocada por parte da publicação, reafirmando que Mansour permanece como membro ativo.

"Mansour Ojjeh não saiu dos negócios e continua sendo diretor do Grupo McLaren, o segundo maior acionista e membro do Comitê Executivo da McLaren, totalmente envolvido. Uma parte importante [da reestruturação] tem sido a decisão do Grupo McLaren de popularizar seus conselhos de administração de subsidiárias operacionais com diretores puramente executivos, ao invés de alguns não-executivos, daí as várias renúncias. Mansour é simplesmente um desses", afirmou a equipe. 
Documento oficial com saída de Ojjeh da direção (Foto: Twitter/Reprodução)
Com a mudança apenas estrutural, Ojjeh permanece como diretor em um conselho da empresa como parte dos diretores não-executivos e na divisão de supercarros da McLaren. Sua chegada, há três décadas, se deu quando a TAG Group adquiriu uma participação majoritária na equipe. Desde então, essa porcentagem tem diminuído, restando, hoje, 15,9% de direito da TAG, e o restante dividido entre acionistas, sendo a maior parte pertencente ao Bahrein e outros magnatas, como MIchael Latifi, pai de NIcholas Latifi, que compete na F2.
 
Os últimos anos, principalmente de parceria com a Honda, fizeram a McLaren pensar em novas alternativas para se reerguer, da pista ao escritório, e várias medidas estão sendo tomadas para retomar a competitividade do time. Em sétimo lugar no campeonato, a equipe segue com a Renault nesta temporada e começa a resolver seus problemas internos, como a demissão de Éric Boullier, ex-chefe da equipe, que foi bastante criticado enquanto ainda comandava o pitwall dos ingleses. Gil de Ferran e Andrea Stella assumiram como diretor-esportivo e diretor de performance, respectivamente.
 
A McLaren também introduziu uma nova estrutura de gestão, incluindo a criação de um comitê formado por Ojjeh e pelo presidente executivo Mohammed bin Essa Al Khalifa. De acordo com o time, eles supervisionam todo o grupo, com os chefes de cada divisão reportando-se a eles.
 
As novas implementações também trazem à tona a possibilidade de recontratação de funcionários: Martin Whitmarsh estaria disposto a voltar, caso fosse solicitado. O inglês esteve na McLaren por três títulos mundiais de pilotos, antes de ser promovido a diretor, em 2009. Whitmarsh deixou o time em 2013, mas já foi, inclusive, procurado por funcionários para que ajudasse na situação atual, principalmente no caso de insatisfação com Boullier.