Dono da Lotus se queixa e diz que equipe é tratada de maneira injusta na F1 do ponto de vista financeiro

Dono da Lotus, Gérard Lopez afirmou que a F1 mostra pouco respeito à equipe preta e dourada, especialmente do que diz respeito à parte financeira. "Queremos viver e ter sucesso na F1"

Gérard Lopez, sócio do grupo Genii, que controla a Lotus, afirmou que a equipe preta e dourada precisa de mais respeito por seus resultados na F1. O empresário acha que o time não tem sido tratado de maneira justa pelo esporte nos últimos anos, especialmente do ponto vista financeiro.

A Lotus completou o Mundial 2013 com o quarto lugar entre os construtores, mas brigou até o fim com Mercedes e Ferrari para entrar no top-3. A esquadra comandada na pista por Éric Boullier passou por muito desgaste grande neste ano com a saída de Kimi Räikkönen, que decidiu retornar à Ferrari, e com os constantes problemas financeiros expostos pelo finlandês com relação a pagamentos. Além disso, o piloto ainda optou por uma cirurgia nas costas e ficou de fora das duas últimas provas do ano.

Lopez conversa com Eric Boullier, chefe de equipe da Lotus (Foto: Lotus/ Andrew Ferraro/ LAT Photographic)

Por conta da fragilidade de suas contas, o time ainda se viu envolvido em uma longa negociação com o grupo Quantum Motorsport, mas, no fim, precisou ir buscar Pastor Maldonado e o apoio substancial da petrolífera venezuelana PDVSA para equilibrar o orçamento para 2014.

"Nós estávamos lutando pelo terceiro lugar, mas a realidade é que a F1 é isso aí mesmo, não estamos sendo tratados de forma justa financeiramente falando. E o que é verdade para nós também é para os demais times", disse Lopez à revista inglesa 'Autosport'.

"Estamos correndo os 100 m, mas nós realmente começamos na marca dos 200 m. Achamos que é um pouco desrespeitoso quando as pessoas começam a escrever sobre os nossos problemas ou quando outras pessoas comentam. Se eu tenho a mesma quantidade de dinheiro [como as equipes maiores] eu calo a minha boca e foco no meu trabalho. Aí ninguém comentaria nada. E é isso que achamos um pouco ridículo."

O executivo ainda ressaltou que a equipe possui condições de superar rivais com maior orçamento. "Estou à procura de pessoas de respeito e que saibam que o que for gasto não é um dinheiro corporativo. Nós estamos brigando com pessoas que possuem muito mais dinheiro e formas de obter ainda mais. Por isso, ter um pouco de respeito também é justo. E não para nós, os proprietários, mas para as pessoas que estão na equipe", disse.

"Queremos viver e ter sucesso na F1. Mas se se trata apenas de sobreviver, então não sei se a nossa motivação será a mesma. Essa é a única razão pela abrirmos as discussões para os investidores. Sabemos que temos nas mãos provavelmente uma das melhores equipes do grid. E temos de preservar isso", encerrou.

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