Dono diz que desempenho em 2020 define se Haas continua na F1

Gene Haas decidiu: não vale a pena seguir na F1 se os resultados não melhorarem. A equipe americana vem de um 2019 tenebroso e vai depender de uma reação ainda no começo de 2020 para definir se continua no grid em 2021

Gene Haas, dono da equipe de Fórmula 1 que carrega seu sobrenome, não está disposto a investir pesado sem conseguir bons resultados. Falando pela primeira vez abertamente sobre a possibilidade de deixar a categoria, o empresário indicou que os próximos meses serão decisivos. Se a Haas não começar 2020 dando sinais de que pode superar as decepções de 2019, crescem as chances de os americanos fecharem as portas.
 
“Eu estou meio que esperando para ver como essa temporada vai começar”, disse Haas, entrevistado pelo ‘Motorsport.com’. “Se começar forte, aí talvez haja uma possibilidade de continuar. Só que não vai ser tão favorável se tivermos outro ano ruim. Já são cinco anos e acabou sendo um teste. Vamos fazer isso por cinco anos, ver como as coisas vão andar e aí avaliar e decidir se vamos em frente”, recordou, citando a mentalidade de quando entrou na F1 em 2016.
 
“Não estou dizendo que não vamos voltar [em 2021], mas isso precisa ser avaliado. Fazer isso por mais cinco anos é um grande comprometimento”, destacou.
Gene Haas não vai seguir na F1 se não tiver bons resultados (Foto: Getty Images)

O temor de Gene não é somente a performance atual da equipe, mas também a possibilidade de investir pesado para se adequar ao regulamento de 2021 e seguir no páreo. Em contrapartida, o empresário reconhece que colhe os frutos de ter uma equipe de F1, servindo de vitrine para a marca de ferramentas.

 
“Nós somos muito mais reconhecidos no mercado europeu, também no mercado asiático. Levamos muitos clientes às corridas e tudo funcionou bem. Só que, com o novo regulamento de 2021, a grande questão é saber quanto isso vai custar. Há muita mudança acontecendo na F1 e você realmente precisa se perguntar se vai valer a pena fazer essas mudanças. Eu sei que todo mundo pensa que são mudanças boas. Mas, cara, como são caras”, destacou.
 
A Haas estreou na F1 em 2016 e, até 2018, teve uma trajetória de rápida evolução. Em 2019, um carro problemático jogou a equipe americana da parte de cima do pelotão intermediário para a rabeira. Em 2020, Romain Grosjean e Kevin Magnussen seguem formando uma dupla com responsabilidades cada vez maiores.

 

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