Ecclestone condiciona permanência do GP do Canadá na F1 a reformas no paddock e nos boxes

O dirigente que a ampliação do área do paddock e dos boxes do GP do Canadá em Montreal, cujo contrato termina no ano que vem. Entretanto, o governador de Ottawa já afirmou que não planeja financiar as obras

Não é só o GP do Brasil que tem o futuro ameaçado por Bernie Ecclestone. A exemplo de Interlagos, cuja permanência na F1 depende da construção de um novo paddock, o GP do Canadá também está vivendo um momento de crise. Com contrato terminando no próximo ano, o dono dos direitos da categoria exige uma reforma completa para renovar o vínculo com a pista.

Entre as mudanças pretendidas por Ecclestone estão a ampliação do paddock e da área de boxes. Como o circuito está localizado na Ilha de Notre Dame, nos fins de semana de corrida são usadas plataformas móveis para aumentar o espaço, mas Bernie entende que uma reforma ainda maior é necessária.

O problema é que o governo de Ottawa não está disposto em investir na pista para fazer as obras. De acordo com a imprensa canadense, a reforma completa da pista, para atender as exigências de Ecclestone deve custar mais de R$ 32 milhões.

O futuro da F1 no Canadá está ameaçado (Foto: Getty Images)

Apesar do impasse, o promotor da corrida, François Dumontier já afirmou que as obras devem acontecer. “Eu estou otimista que o nosso governo vai encontrar uma solução”, declarou. Caso as reformas sejam feitas, o contrato do Canadá com a F1 deve ser estendido até 2024.

Essa não é a primeira vez que a corrida de Montreal fica ameaçada. Em 2009, a etapa não aconteceu e foi substituída pela da Turquia, já que Bernie Ecclestone e os promotores  não chegaram a um acordo sobre o valor pago para se sediar uma prova.

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