F1

Ecclestone mantém duras críticas contra punições excessivas e crava: “A F1 está uma merda”

Bernie Ecclestone não está nada satisfeito com os rumos atuais da F1. De acordo com o dirigente inglês, as punições excessivas por troca de componentes do carro – responsáveis por distorções nos grids de largada em 2015 – estão erradas, além de deixar a categoria incompreensível para o público

Warm Up / Redação GP, de Porto Alegre
Bernie Ecclestone, outrora pragmático quanto à situação atual da F1, parece estar cada vez mais impaciente quanto ao formato atual do esporte que rege. O chefão agora apontou suas críticas contra a exagerada sequência de punições dadas a pilotos e equipes que optam por trocar peças de seus carros, situação que gerou aberrações nos grids de largada em 2015.
 
“O problema é que vejo as coisas como são, e não como quero que sejam. Pensam que é normal que Fernando Alonso, campeão do mundo, esteja na parte de trás do grid? É aceitável que um piloto troque de motor, se classifique em terceiro e tenha que largar em 13º? Está certo? A F1 está uma merda”, bradou Ecclestone, em entrevista ao ‘Motorsport-Magazin.com’.
Bernie Ecclestone nem esconde sua insatisfação com a F1 moderna (Foto: AP)
As punições quilométricas se tornaram frequentes na F1 em 2015. Em GPs como o da Áustria e da Itália – realizados em circuitos de alta velocidade, que exigem muito das unidades de potência –, algumas equipes optaram por trocas uma série de componentes, acumulando perdas de até 50 posições apenas para evitar problemas mecânicos. A própria McLaren de Alonso, citada por Ecclestone, passou por isso em algumas provas.
 
Além de distorcer os grids, Bernie também pensa que as punições são incompreensíveis para a maior parte do público.
 
“Temos que pensar nestas coisas agora mesmo. O público não entende nada. Eles assistem a corrida, sabem que alguém se classificou em segundo ou terceiro, mas de repente sai do meio do pelotão. E por quê? Por causa de uma troca de motor. Ou da caixa de câmbio. Podemos resolver este problema, mas não podemos esperar vários anos”, seguiu.
 
Esta não é a primeira vez que Bernie criticou publicamente seu próprio produto. O dirigente já relatou o medo de ver Mercedes e Ferrari destruindo a F1. Até Jean Todt, presidente da FIA, foi vítima da língua afiada de Ecclestone.