F1

Ecclestone rebate críticas por choque de datas entre F1 e Nascar nos EUA: “Nós disputamos um Mundial”

Eddie Gossage, chefe do Texas Motor Speedway, criticou decisão de Bernie Ecclestone de levar F1 a Austin no mesmo dia da Texas 500. Britânico explicou: “Temos um problema que a Nascar não tem: seis jatos jumbo para deslocar todos os nossos equipamentos”
Warm Up / Redação GP, de Guarulhos
 Bernie Ecclestone emulando Alberto Roberto (Foto: Getty Images)
 
A etapa da F1 no Circuito das Américas, no Texas (EUA), se tornou um sucesso de público e crítica em pouco tempo. O belo circuito de Austin e a boa presença de público tornaram a corrida um dos eventos mais aguardados da categoria desde a estreia em 2012.
 
A edição de 2014 da prova, contudo, está causando polêmica: foi agendada para o dia 2 de novembro, mesmo dia em que a Nascar, categoria de maior audiência no país, realizará a Texas 500, no Texas Motor Speedway, em Fort Worth. Mesma data, mesmo Estado. Os dois circuitos estão separados por 391 km  de carro, quase 4h de viagem.
 
Eddie Gossage, chefe do superoval texano, esculhambou a decisão da F1 e fez críticas frontais a Bernie Ecclestone, presidente da FOM, empresa que gere a categoria. O norte-americano afirmou que o britânico “não foi inteligente” e “faz muitas coisas idiotas”.
F1 e Nascar correrão no mesmo dia em locais diferentes do Texas (Foto: Getty Images)
Pacientemente, Bernie respondeu às críticas e explicou, quase desenhando, a evidente dificuldade logística que a categoria enfrenta. “Nós temos um pequeno problema que a Nascar não tem: temos seis jatos jumbo para deslocar todos os nossos equipamentos, e temos de encontrar a maneira mais sensata de usá-los para fazer isso”, disse.
 
“Temos que ser eficientes e ter em mente que também podemos encontrar problemas em um aeroporto. Há problemas que podem ocorrer, mas ele [Cossage] e outras pessoas não percebem essas coisas”, retrucou o chefão da F1.
 
“A corrida anterior à dos EUA é na Rússia, em Sochi. Nós nunca estivemos no país antes, e teremos que sair de lá e ir para Austin. Isso é, provavelmente, muito mais difícil do que tentar entrar no Brasil e, em seguida, sair de São Paulo para Abu Dhabi. Então ele é extremamente sortudo por não precisar fazer o que nós temos que fazer.”
 
Por fim, Ecclestone também apontou outro fator óbvio: a não interferência no público de dois eventos distintos e que não competem entre si, mesmo realizados no mesmo dia.
 
“Também falei com as pessoas que correm na Nascar, e eles acreditam que o público da Nascar é diferente do da F1. Pessoas diferentes, consumidores diferentes. No fim, eles realizarão uma etapa doméstica nos EUA, enquanto nós disputamos um Mundial.”