Ecclestone revela que GP do Brasil de F1 está ameaçado e pode não acontecer por problemas financeiros

Bernie Ecclestone revelou que questões financeiras podem inviabilizar a permanência de Interlagos – e, por tabela, do GP do Brasil – no calendário da F1 em 2016. O dirigente, todavia, já garante estar negociando um acordo

O público brasileiro foi pego de surpresa por uma declaração de Bernie Ecclestone nesta quinta-feira (10). O dirigente, em entrevista à emissora britânica Sky Sports, revelou que o GP do Brasil de 2016 corre o risco de não acontecer – consequência de dificuldades financeiras que acometem a organização da prova.
 
Ecclestone revelou também que já está em negociações para assegurar que Interlagos siga no calendário em 2016. A situação lembra a de Monza, tradicional palco do GP da Itália que segue com sua permanência na F1 posta em xeque, também por problemas financeiros.
O GP do Brasil de 2016 está ameaçado (Foto: Getty Images)
Meses atrás, o organizador da corrida, Tamas Rohonyi, já expressava sua preocupação. "O autódromo continuou cheio, o público continua seguindo o campeonato e a queda na audiência de TV acontece por causa do deslocamento para outros meios eletrônicos hoje disponíveis. O problema é outro, e tem dois componentes", apontou. 
 
"Não há 'money'; este é o primeiro. As grandes empresas estão reduzindo seus investimentos em publicidade e, mesmo mantendo sua presença no GP do Brasil, investem menos. E os custos do evento, por outro lado, aumentam sem parar. O dólar, o custo de transporte, os insumos e o 'fee' da FOM sobem. Este fenômeno é mundial e resultou no deslocamento de grandes eventos, inclusive Copa do Mundo e Jogos Olímpicos, a países onde há apoio oficial — verbas oficiais", disse.
Segundo Tamas, era necessário mudar o modelo de negócio. "O evento que vem recebendo subsídio da Globo e da própria FOM não pode continuar desta forma", descreveu.
Ao GRANDE PRÊMIO, Rohonyi comentou as declarações de Ecclestone e explicou que a organização está, sim, buscando solucionar problemas, mas que isso se refere ao corte de gastos.
 
"Ele falou o óbvio. Quando o Bernie disse que estamos trabalhando para solucionar problemas ele está se referindo ao esforço de reduzir custos organizacionais. Um exemplo: solicitei diretamente ao Todt um estudo para reduzir os custos das equipes médicas exigidas pela FIA e fui prontamente atendido", falou.
 
O organizador ainda comentou que, apesar do momento complicado, o GP do Brasil tem contrato até 2020 e seguirá honrando os compromissos.
 
"Fazer um grande evento internacional na situação atual é difícil. Não impossível. E será feito conforme contratos em vigor pelo menos até 2020", garantiu.

Tamas explicou que a dificuldade financeira vem pela falta de apoio do governo em São Paulo e em outras pistas.

"O Bernie não falou de 2016 e sim de um processo que está sendo feito para reconfigurar os gastos no futuro. Uma prova no calendário internacional da FIA não pode ser cancelada em hipótese nenhuma. Mas é fato que todas as provas que não são bancadas por governos enfrentam dificuldades por causa das taxas esportivas astronômicas", disse.
 
Caso a prova realmente seja cancelada, esta será a primeira vez desde 1972 que a F1 apresenta um calendário sem provas em solo brasileiro. Mesmo na conturbada transição de Jacarepaguá para Interlagos, no fim da década de 1980, as rápidas obras em São Paulo asseguraram a permanência do Brasil no certame.
 

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Publicado por Grande Prêmio em Quinta, 10 de março de 2016

 

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