Econômico, Hamilton sobra na classificação e é pole na Hungria. Senna vai ao Q3 e larga em nono

Dominante em praticamente todo o fim de semana, Lewis Hamilton garantiu neste sábado (28), em Hungaroring, a 22ª pole-position da sua carreira ao marcar 1min20s953. Felipe Massa foi apenas 0s066 mais lento que Fernando Alonso e larga em sétimo, enquanto Bruno Senna, que foi ao Q3 pela primeira vez desde o GP do Brasil de 2011, sai em nono

Não teve pra ninguém em Hungaroring. Lewis Hamilton apenas confirmou o favoritismo exibido ao longo do fim de semana em Budapeste e conquistou, com sobras, a pole-position do GP da Hungria, 11ª etapa do Mundial de F1, neste sábado (28). O britânico da McLaren não enfrentou a menor dificuldade para anotar 1min20s953 e humilhar os adversários no circuito magiar mesmo economizando dois jogos de pneus, um no Q1, outro no Q2. Com o cronômetro zerado, Romain Grosjean cavou seu lugar na primeira fila do grid, relegando Sebastian Vettel ao terceiro lugar. Jenson Button e Kimi Räikkönen fecham a lista dos cinco ponteiros.

Foi uma pole-position histórica para a McLaren. A equipe de Woking até chegou a comemorar a pole 150 no GP da Espanha, quando Hamilton também sobrou em Barcelona. Mas o britânico foi punido e largou no fim do grid porque seu carro não tinha combustível suficiente para voltar aos boxes, abrindo espaço para a vitória de Maldonado, que herdou o primeiro lugar que era seu. Mas não houve problemas na Hungria e finalmente a lendária escuderia pôde comemorar a marca, perdendo só para a Ferrari, que tem 207.

Os brasileiros tiveram bom desempenho na sessão classificatória deste sábado na Hungria. Felipe Massa ficou a apenas 0s066 do tempo de Fernando Alonso, sexto colocado do grid. O paulista assegurou o sétimo lugar graças à volta feita em 1min21s900. Bruno Senna, um dos destaques do fim de semana em Budapeste, conseguiu ir ao Q3 pela primeira vez desde o GP do Brasil do ano passado, quando ainda corria pela Renault. Dessa vez pela Williams, Bruno vai dividir a quinta fila do grid com Nico Hülkenberg.

Ao lado de Grosjean e Vettel, Hamilton celebra pole em Hungaroring, a 150º da McLaren (Foto: Red Bull/Getty Images)

Saiba como foi o treino classificatório do GP da Hungria de F1

No começo do Q1, praticamente todos os pilotos foram à pista com pneus médios. Os tempos, obviamente, eram bem mais altos do que aqueles estabelecidos no terceiro treino livre, pela manhã. Por conta do calor, as equipes pouparam os pneus macios para o fim do primeiro segmento da sessão classificatória.

Logo no início, Räikkönen fez marca bastante razoável: 1min23s273. O finlandês liderava o Q1, mas logo depois, o nórdico foi ainda mais rápido, sendo o primeiro a andar abaixo de 1min23s. Mas Hamilton logo mostrou porque era o grande favorito à pole e destruiu o tempo de Kimi ao cravar 1min22s371. Grosjean era o terceiro colocado.

Os brasileiros vinham com bom rendimento. Com dez minutos de treino, Massa era o quarto colocado, enquanto Senna, um dos bons destaques do fim de semana vinha logo atrás, em quinto. Na sequência, Bruno foi ainda melhor e subiu para o segundo lugar, ficando só atrás de Hamilton, indicando que havia mesmo boas chances de finalmente ir ao Q3 neste ano.

Só que Lewis estava impossível. O britânico fez a chamada volta perfeita, registrou o melhor tempo em cada uma das parciais do circuito e anotou 1min21s794, quase 1s mais rápido que Senna, segundo colocado. Räikkönen vinha em terceiro, enquanto Jean-Éric Vergne era o quarto, mas o francês foi o primeiro a fazer seu tempo com pneus macios.

E com pneus macios quase todos voltaram à pista nos minutos finais do Q1, com exceção de Hamilton, mais do que garantido no Q2 graças ao seu ótimo tempo. A começar por Alonso, que era apenas o 17º, mas logo em sua primeira volta com os pneus novos, subiu para segundo, que virou quarto com as ótimas voltas, na sequência, de Di Resta e Rosberg. Aí era a dupla da Sauber que estava ameaçada de eliminação na primeira parte da sessão.

Mas Kobayashi fez uma volta salvadora já com o cronômetro zerado, melhorou 0s4s e assegurou sua ida ao Q2. A Red Bull até chegou a correr risco, com Webber em 16º e Vettel logo atrás, mas quem levou a pior foi o também taurino Daniel Ricciardo, fora da classificação com os mesmos de quase sempre: Heikki Kovalainen, Vitaly Petrov, Charles Pic, Timo Glock, Pedro de la Rosa e Narain Karthikeyan.

Senna faz companhia a Massa e vai ao Q3 pela primeira vez desde GP do Brasil

Diferente do que aconteceu no Q1, os pilotos optaram por iniciar o Q2 já usando os pneus macios. E logo de cara, Massa fez boa volta e cravou 1min21s951, mas foi superado por Hülkenberg, outro em ótima forma na Hungria. Ligeiramente melhor, Button subiu para a ponta, mas em seguida foi batido por Grosjean, provando que a Lotus também vinha em bom ritmo no circuito de Budapeste.

Melhor ainda foi Räikkönen, que destruiu o tempo do seu companheiro de equipe e subiu para primeiro após marcar 1min21s614, segunda melhor marca do fim de semana, só atrás do 1min21s550 estabelecido por Hamilton pela manhã. Só que foi o próprio Lewis que cravou o melhor tempo em Budapeste. Sobrando no circuito magiar, o britânico novamente fez a melhor parcial em cada uma das três parciais e assinalou 1min21s060, praticamente garantindo sua ida ao Q3, e na condição de favorito máximo à pole.

Com sobras, Hamilton humilhou rivais e cravou a pole em Hungaroring (Foto: McLaren)

Os outros 16 pilotos não tinham a mesma garantia e lá foram todos para tentarem uma vaga no grupo dos pilotos que desafiariam Hamilton na luta pela pole-position. Senna, que apareceu muito bem no Q1, era o 11º quando faltavam quatro minutos para o fim da sessão, enquanto Maldonado, que assim como Bruno, estava nos boxes, estava só em 17º. Até mesmo Alonso, décimo, estava ameaçado.

Massa, por sua vez, praticamente assegurou sua ida ao Q3 ao marcar 1min21s534, então segundo melhor tempo do Q2. Alonso reagiu, andou no mesmo ritmo do brasileiro e subiu para terceiro, 0s06 atrás de Felipe. Só que a dupla de Maranello foi batida por Vettel, novo segundo colocado, que, com 1min21s407, ficou bem longe do tempo de Hamilton.

A classificação foi dramática nos segundos finais. Maldonado fez volta incrível e garantiu o terceiro melhor tempo do Q2, seguido por Massa, com grande rendimento. Senna assegurou sua primeira passagem para o Q3 desde o GP do Brasil de 2011 com 1min21s697, superando Mark Webber com o cronômetro zerado. Além do australiano, Bruno superou fortes concorrentes, como Di Resta, Rosberg, Pérez, Kobayashi e Schumacher, todos eliminados.

Avançaram ao Q3, pela ordem: Hamilton, Vettel, Maldonado, Massa, Räikkönen, Alonso, Button, Hülkenberg, Grosjean e Senna.

Hamilton sobra, humilha rivais e crava pole na Hungria

Todos contra Hamilton. Era essa a tônica do Q3 em Hungaroring. O britânico sobrou tanto nos dois primeiros segmentos da classificação que a conquista da pole parecia somente questão de tempo. E logo o britânico tratou de colocar seu favoritismo à prova, já que foi ele o primeiro a estabelecer volta cronometrada na fase decisiva do treino.

Mas o tempo de Hamilton foi bastante alto — 1min26s781 — e logo foi superado por Räikkönen, que fez um tempo muito acima do que o próprio Lewis registrou no Q2. Mas o piloto da McLaren de número 4 não se deu por vencido e, na volta seguinte, deu um passo enorme rumo à sua 22ª pole ao marcar 1min21s260. Parecia ser esse o tempo definitivo para a pole. Na sequência estavam Grosjean, Button e Kimi, pilotos que haviam cronometrado volta.

Hülkenberg, Maldonado, Senna, Vettel, Alonso e Massa optaram por economizar um jogo de pneus e por uma só tentativa de volta rápida no Q3. Sebastian bem que tentou, foi quem mais chegou perto, com 1min21s416, antes de recolher para os boxes e desistir de lutar pela pole contra Hamilton.

Dando uma demonstração de força, Hamilton marcou 1min20s953 e apenas sacramentou seu domínio na Hungria. Com o cronômetro zerado, Grosjean superou Vettel e garantiu seu lugar na primeira fila em Budapeste, enquanto Button também fez volta bastante consistente e garantiu o quarto lugar, logo à frente de Räikkönen. Desta vez, a Ferrari ficou um pouco mais para trás, com Alonso em sexto, 0s066 mais rápido que Massa, que vai largar ao lado de Maldonado na quarta fila. Bruno Senna larga em nono, enquanto Hülkenberg fecha o top-10.

F1, GP da Hungria, Hungaroring, grid de largada:

 

 

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