Irvine elogia e vê Verstappen responsável por “Efeito Schumacher” na Red Bull

Companheiro de Michael Schumacher ao longo de quatro temporadas, Eddie Irvine vê várias semelhanças do alemão com Max Verstappen

Acidente do líder, erro do campeão e vitória de Pérez: os melhores momentos do GP do Azerbaijão (GRANDE PRÊMIO com Reuters)

Eddie Irvine foi companheiro de Michael Schumacher na Ferrari entre as temporadas 1996 e 1999, quatro anos. Aprendeu o bastante sobre o ambiente de uma equipe grande e da vida como contraponto a um piloto tido como talento fora do comum. Sabe o bastante, então, para entender quando alguém tem peso semelhante, como, por exemplo, Max Verstappen.

A comparação se dá com o fato de Verstappen dominar o ambiente e deixar claro desde o primeiro momento que é o sol em volta do qual a equipe deve girar.

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“É um pouco como o efeito de Michael Schumacher”, afirmou. “Verstappen tem sido superveloz, dá para ver que ele é de longe o líder de equipe mais dominante no grid. Já teve vários segundo pilotos na equipe e nenhum sequer se aproximou”, disse ao site inglês Betway.

“Enquanto isso, Lewis tem sido regularmente superado em classificação e corridas por seus companheiros. Por isso, você tem que dizer que Verstappen é provavelmente o maior talento, ainda que Lewis seja um profissional consumado e com pouquíssimos pontos fracos”, seguiu.

“A temporada 2021 tem sido incrível. Verstappen é, definitivamente, o piloto mais rápido no momento, mas Lewis Hamilton ainda é o melhor piloto. Tem sido fantástico assistir os dois se enfrentando. Será uma temporada ótima”, falou.

Max Verstappen ganhou fortes elogios de Eddie Irvine (Foto: Red Bull Pool Content/ Getty Images)

Irvine falou um pouco mais sobre o trabalho ao lado do primeiro heptacampeão da história. “Ser companheiro de equipe de Schumacher foi incrível, de certa forma, porque pude trabalhar que aquele que eu ainda acredito ter sido o maior piloto de todos os tempos. Claro que você nunca parecia tão bom quando comparado a Michael Schumacher, mas eu tive sorte, porque quando cheguei na Ferrari ele já era visto como muito especial”, lembrou.

“Foi muito difícil aprender com Michael, porque ele era puro talento. Tinha uma habilidade incrível de extrair o máximo de um carro de corrida. Era isso”, pontuou.

O norte-irlandês foi questionado sobre possível confrontos entre os dois fora da pista e disse que vê como natural. Além disso, opinou que Sergio Pérez e Valtteri Bottas precisam fazer da ajuda aos companheiros superiores tecnicamente a obrigação da temporada.

“Nunca tive problemas com partir para o pessoal. Para mim, pessoal e profissional era a mesma coisa. Tudo é justo no amor e na guerra, e eu vejo a F1 como guerra, então nunca tive problemas com criticar ou dizer qualquer coisa que senti que me ajudaria. Sempre estive lá por mim mesmo e minha equipe, então ninguém mais me importava”, seguiu.

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“É o trabalho de Pérez e Bottas [ajudar os companheiros], é isso. Bottas já superou Hamilton antes, mais do que ele tem feito ultimamente. Pérez é novo nessa posição contra Verstappen, mas Verstappen já mostrou que esse jogo já acabou. Eles são dois pilotos #2 de fato, mas não acho que é ponto negativo quando as comparações são Hamilton e Verstappen”, colocou.

“Ninguém na F1 conseguiria superar regularmente esses caras. Hamilton está ficando mais velho e o ritmo já não é tão bom quanto antes, mas ele ainda é, como eu disse, um profissional consumado. Acho que todo mundo sabe que quem for pareado com Verstappen será superado por conta da velocidade pura que ele tem”, comentou.

A Fórmula 1 retorna no fim de semana dos dias 18-20 de junho, em Paul Ricard, com o GP da França.

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