F1

Em coletiva, médicos mantêm status crítico: “Não podemos falar qual será o futuro de Schumacher”

Michael Schumacher segue internado no Centro Hospitalar Universitário de Grénoble em estado crítico . O ex-piloto de F1 sofreu traumatismo craniano após uma queda enquanto esquiava na estação de Meribél, em Saboia, na França
Warm Up / JULIANA TESSER, de São Paulo

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Michael Schumacher segue internado em estado crítico no Centro Hospitalar Universitário Grénoble, na França. Em uma entrevista coletiva realizada na manhã desta segunda-feira (30), os médicos do heptacampeão negaram que ele tenha sido submetido a uma segunda cirurgia, mas reforçaram que o estado ainda é crítico.

Um porta-voz do hospital abriu a coletiva confirmando a gravidade do caso. “Schumacher foi vítima de um trauma muito sério. Ele estava muito agitado quando chegou, nós decidimos que estava em uma situação crítica e ele rapidamente entrou em coma”, explicou. “O tratamento neurocirúrgico que ele recebeu nos deu muitas informações. Nós tivemos de operá-lo de urgência para aliviar um pouco da pressão na cabeça. Infelizmente, ele tem algumas lesões no cérebro”, continuou.

“Podemos dizer que ele está lutando pela vida. Entendemos que ele está em uma situação muito séria”, frisou o anestesista-chefe do CHU de Grénoble, professor Jean François Payen. “Nós ainda não podemos dizer qual será o desfecho disso. Nós estamos trabalhando de hora em hora, mas é muito cedo para dizer o que vai acontecer e para ter um prognóstico. Nós achamos que o capacete ajudou. Sem o capacete, ele não estaria aqui agora”, garantiu.

O médico Stéphane Chabarde, amigo de Schumacher, reforçou que o casco "não foi suficiente para proteger a cabeça do piloto, mas realmente ajudou”. 

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Segundo a equipe médica, o objetivo com o coma induzido é “reduzir a pressão intracraniana”. Os médicos querem “reduzir os estímulos externos e garantir uma boa oxigenação ao cérebro” do piloto.

Em respeito à família, os médicos evitaram falar sobre a condição de Michael. “É uma situação séria, mas não posso entrar em detalhes”, comentaram os integrantes da equipe.

Payen ressaltou que o atendimento feito a Schumacher foi bastante rápido e tudo que pode ser feito pelo piloto está sendo feito. “Eu diria que este acidente aconteceu no lugar certo, pois ele foi levado ao hospital imediatamente e operado assim que chegou. Isso significa que o estado dele é crítico, ele ainda está em coma e ele vai ficar em coma”, explicou. “No momento, tudo que precisava ser feito foi feito. Nós não podemos dizer exatamente quando ele vai se recuperar. Ainda não podemos responder isso”, falou. 

Chabarde afirmou que, assim como a família, está muito preocupado com a condição de Schumacher. “Vim aqui não como médico, mas como um amigo”, explicou. “Gostaria de agradecer a todos pelo apoio e pela excelente equipe médica que o tratou tão bem”, continuou. “Estou muito preocupado, assim como a família. Nós estamos muito preocupados com a condição dele”, reforçou. 


“Os médicos não vão dizer mais, porque eles não podem dizer mais. Eles estão trabalhando de hora em hora”, destacou. “Este tipo de acidente, felizmente ele tem 45 [anos], o que é melhor do que se ele fosse mais velho”.

O germânico de 44 anos sofreu um acidente enquanto esquiava na estação de Méribel, em Saboia, na França, na manhã do último domingo. O ex-piloto da F1 estava em um trecho entre duas das mais difíceis pistas da estação e bateu a cabeça em uma pedra no momento da queda. 

Resgatado por dois patrulheiros, Schumacher foi removido de helicóptero para o hospital de Moûtiers, localizado a cerca de 15 km da estação. Pouco depois, o ex-piloto foi levado ao Centro Hospitalar Universitário de Grénoble, onde já chegou em coma. 

Em um comunicado divulgado na noite de domingo, os médicos informavam que Schumacher estava em estado crítico e lutando pela vida.

O ex-piloto de Ferrari e Mercedes está acompanhado pela esposa e pelos dois filhos, além do Dr. Gérard Saillant, amigo da família e especialista em lesões de cabeça e coluna. Ainda nas primeiras horas após o acidente, Jean Todt, presidente da FIA (Federação Internacional de Automobilismo) e ex-chefe de Schumacher, e Ross Brawn, com quem o piloto trabalhou na Benetton, na Ferrari e na Mercedes, chegaram ao hospital para prestar apoio à família.

A edição 45 da REVISTA WARM UP