Em crise, promotor do GP da Coreia afirma que prejuízos em eventos esportivos são inevitáveis

Enfrentando grave crise financeira e perdendo patrocínios, organizador da etapa coreana diz que, apesar de perder dinheiro, os ganhos que a F1 traz ao país são maiores do que qualquer crise

No calendário da F1 desde 2010, o GP da Coreia, assim como muitas outras provas da temporada, enfrenta problemas financeiros para realizar a etapa anualmente. Mas, mesmo com todos os obstáculos, como a perda de alguns patrocinadores, o principal organizador do evento afirma que a corrida vai acontecer normalmente até 2016, quando termina o contrato firmado com Bernie Ecclestone.

“Até mesmo a Olimpíada em Seul foi um evento que teve prejuízo, mas que valeu a pena, se considerarmos os ganhos que tivemos. Os ganhos são maiores do que qualquer dinheiro”, disse Park Jong-moon, principal responsável pela prova no circuito de Yeongam.

Coreia quase ficou de fora do calendário da F1 neste ano (Foto: Red Bull/Clive Rose/Getty Images)

A vaga coreana no calendário foi alvo de muitas especulações na última temporada, quando existia o risco de a prova ficar de fora neste ano. O dirigente confirmou que Ecclestone concordou em não cobrar os 10% a mais na taxa anual, firmados em contrato, que os organizadores pagam para receber a categoria.

O principal problema enfrentado pelos promotores foi a perda dos dois principais patrocinadores neste ano por conta da grave crise financeira que ainda assola o mundo. Apesar dos problemas, a etapa está confirmada no calendário do próximo ano e, diferente deste desta temporada, vai acontecer primeiro do que o GP do Japão.

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