F1

Em dúvida, Williams espera pacote de atualizações para saber se cometeu erro no conceito do FW42

A Williams ainda não sabe se errou no conceito do FW42, o pior carro do grid da F1 na temporada 2019. Dave Robson, engenheiro sênior de corridas da escuderia de Grove, afirmou que o pacote de atualizações que vai ser implementado antes das férias de verão vai ser um guia para mostrar se o rumo está correto ou se o time vai ter de voltar ao conceito adotado até o ano passado

Grande Prêmio / Redação GP, de Sumaré
De longe, a Williams é a pior equipe do grid da temporada 2019 da Fórmula 1. Sem perspectivas reais sequer de lutar por pontos, George Russell e Robert Kubica são os protagonistas das últimas posições. Tudo começou com o atraso na entrega do FW42, o que comprometeu todo o trabalho de pré-temporada. Nas seis primeiras corridas do campeonato, o melhor resultado da equipe de Grove foi o 15º lugar conquistado por George Russell no último GP de Mônaco, repetindo a colocação obtida no Azerbaijão. Nada condizente com uma história gloriosa de um time que já dominou a F1 e conquistou 16 títulos mundiais (nove de Construtores e sete de Pilotos).
 
No âmbito técnico, a Williams ainda tem dúvidas se adotou o conceito correto para construir o FW42, modelo de Russell e Kubica para 2019. Dave Robson, engenheiro sênior de corridas da escuderia, entende que as atualizações entregues nas próximas corridas antes das férias de verão, em agosto, vão mostrar se o conceito é o correto ou se vai ser preciso voltar à filosofia adotada no carro do ano passado.
A Williams tem dúvidas se o conceito adotado para o FW42 foi realmente o correto (Foto: Williams)
“Acho que essas melhorias, quando forem apresentadas, vão ser um grande guia para saber onde estamos realmente”, disse o engenheiro à revista britânica ‘Autosport’. “Neste ano, fizemos uma mudança na filosofia do carro por um bom motivo. Agora precisamos ver se podemos recuperar o atraso ou se cometemos um erro, a ponto de termos de voltar para a filosofia anterior”, explicou.
 
“Esse é o objetivo principal entre agora e as férias de verão. Se ficar comprovado que o conceito realmente é defeituoso, então vamos ter de obter uma resposta clara se precisamos de uma mudança ou não”, disse Robson.
 
O engenheiro entende que é preciso esperar a eficácia das atualizações que vão ser implementadas antes de começar a desenvolver o carro do ano que vem, o último antes da grande mudança prevista no regulamento da F1 para 2021. “Ainda podemos evoluir para sair desta situação sem prejudicar o desenho do carro do ano que vem”.
 
Robson ressaltou o atraso na entrega do carro como fator que prejudicou bastante a equipe nos primeiros meses de 2019, mas entende que tal desvantagem em termos de desenvolvimento já está praticamente solucionada. “Começamos com o pé esquerdo em termos de não ter o tempo que queríamos nos testes em Barcelona, de modo que os testes que queríamos ter feito foram atrasados. Mas acho que já nos recuperamos desta desvantagem”.
 
“Agora estamos no ponto, onde operacionalmente e aproveitando ao máximo o carro que temos, estamos próximos. É muito do que temos visto nas seis corridas que fizemos, de modo que é um caso de seguir continuando com o trabalho e esperando que cheguem as novidades”, finalizou o engenheiro, no aguardo das novas peças que vão ser implementadas no FW42.


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