F1

Em homenagem a Schumacher, assessora diz que só resta “esperança de que ele possa voltar a estar conosco”

As poucas palavras que Sabine Kehm diz significam alguma coisa. Mesmo tirando pela habilidade de porta-voz de quem quer falar, mas não dizer, a alemã deixa claro que a situação de Michael Schumacher está mais próxima do pessimismo de Luca di Montezemolo que do otimismo dos fãs
Warm Up / Redação GP, do Rio de Janeiro
 Sabine Kehm chega ao CHU em Grénoble neste sábado (Foto: Reuters)

Após meses de silêncio sepulcral, Sabine Kehm, porta-voz da família de Michael Schumacher falou oficialmente sobre a situação do heptacampeão mundial de F1. Sabine estava com Corinna Schumacher, esposa de Michael, e Mick, filho do casal, na inauguração de uma exposição em homenagem ao piloto na cidade de Marburg, na Alemanha, nesta segunda-feira (15).
 
Com a habilidade de uma porta-voz que precisa falar alguma coisa mas não quer dizer muito, Sabine não mostra uma informação concreta, mas pistas nas entrelinhas. A assessora foi sucinta, falou que em dias assim a ausência de Schumacher é mais sentida e foi ao encontro de Luca di Montezemolo. Falou da esperança de ter Michael de volta um dia - um sinal de que hoje, apesar de vivo, ele não está realmente em vida.
Michael Schumacher e Luca di Montezemolo (Foto: Ferrari)
"A ausência de Michael é muito sentida em dias como este", disse. "O que aconteceu é algo que lamentavelmente nós não podemos mudar. Agora o que nos resta é seguir tendo esperança de que um dia ele possa voltar a estar conosco", completou.
 
A declaração de Sabine é inegavelmente um golpe num mundo de expectativas sobre qualquer melhora do maior campeão da F1. Os fãs se apegam a qualquer bom boato, mas parece que nenhum deles é de fato real. 
 
Segundo o ex-presidente da Ferrari, as notícias acerca do estado de saúde de Schumacher "não eram muito boas", assim como Jean Todt falou em de forma quase fúnebre há algumas semanas.
 
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