Embaixador, Prost defende Renault, mas admite que custo dos novos motores da F1 é “problema”

Das três montadoras que estarão no Mundial de F1 em 2014 como fornecedoras de motores, a Renault deve ter o produto mais caro de todos. Alain Prost, porém, defendeu a montadora, que, segundo ele, tem um orçamento anual de R$ 400 milhões dedicado à F1

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Alain Prost demonstrou certa preocupação com os altos custos dos novos motores do Mundial de F1, que estrearão em 2014, mas defendeu a causa da marca para a qual trabalha como embaixador, a Renault. Nesta quinta-feira (23), na entrevista coletiva oficial da FIA antes do GP de Mônaco, o francês ressaltou que não está lidando diretamente com as negociações, porém, admitiu que os valores são um problema.

A partir do próximo ano, os propulsores da categoria serão V6 turbo com capacidade de 1,6 L, um projeto mais econômico e mais caro que os atuais V8, cujo desenvolvimento foi congelado em 2008.

Alain Prost reatou seu relacionamento com a Renault no ano passado (Foto: Red Bull/Getty Images)

Ao comentar sobre o tema, Prost aproveitou e relembrou o tempo em que tinha sua própria equipe no grid, de 1997 a 2001. Quando anunciou o fim da operação, o tetracampeão culpou justamente os elevados custos dos motores.

Recentemente, o jornal alemão ‘Bild’ publicou uma matéria sobre os preços que serão cobrados por Ferrari, Mercedes e Renault em 2014, e a montadora francesa sobressaiu na disputa, só que de uma maneira não tão boa. Um acordo com os italianos custará cerca de R$ 40 milhões, e com os germânicos, aproximadamente, R$ 50 milhões. Os franceses, por sua vez, cobrarão R$ 60 milhões, de acordo com a publicação. Ainda segundo o ‘Bild’, sete das 11 equipes da categoria não podem pagar essas quantias.

Vale lembrar que o novo regulamento da FIA não inclui mais o trecho que obrigava as montadoras a comercializarem os motores por, no máximo, R$ 15 mi.

“É um problema”, admitiu Prost. “É a primeira parte das negociações. Esse valor é muito maior que a realidade. A referência ao meu time é boa. Eu estava pagando US$ 28 milhões (equivalente a R$ 57 mi nos valores atuais) e deveria pagar US$ 32 milhões (R$ 65 mi) no ano seguinte. Eu tive dar uma garantia de que ia pagar e paguei quase tudo antes. Isso foi em setembro, outubro, novembro, não sei”, disse.

“Por que digo isso? Por que é sempre uma forma de tentar o melhor de acordo com o interesse geral e vamos ver o que vai acontecer nas negociações. Mas você também precisa saber que a Renault gasta € 150 milhões (quase R$ 400 mi). Se você fizer uma conta rápida do preço que você imagina dividido por quatro times, por exemplo, vai perceber que a Renault está dando uma grande contribuição,” completou Alain.

Atualmente, a Renault é parceira de quatro escuderias (Red Bull, Lotus, Williams e Caterham), mas circulam rumores de que os franceses vão ampliar a parceria com os rubrotaurinos e assinar também com a Toro Rosso para 2014. “Eu, pessoalmente, não estou negociando com as equipes, mas todos sabemos que isso vai acelerar durante este fim de semana. Não sei. Não posso dizer as datas, mas espero que isso seja bem rápido,” falou o ex-piloto.

Prost ainda afirmou que o projeto de motor da Renault para 2014 está em fase de conclusão e deve ser testado no dinamômetro no próximo mês. “Tudo está de acordo com o programa,” garantiu. No ano passado, ele chegou a levantar a possibilidade de realizar um teste para avaliar o novo propulsor, porém, isso ainda não foi confirmado.

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