Empresa diz que prazo para construção do circuito de Jedá foi “um dos mais curtos” da F1

Segundo a empresa responsável pela construção do circuito de Jedá, o período de oito meses estipulado para o projeto é um dos "mais curtos" que ela já se comprometeu a realizar para a Fórmula 1

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Faltam cinco semanas para a estreia do GP da Arábia Saudita na Fórmula 1. E, com um prazo tão curto, a Tilke Engineering, empresa especializada em construção de pistas de corridas e que já esteve envolvida em projetos para a Fórmula 1 e MotoGP, foi a escolhida para ser a responsável pela construção do circuito de Jedá, em conjunto com a MRK 1 Consulting, uma consultoria de negócios sediada no Bahrein.

Parecia impossível entregar o circuito a tempo de realizar a corrida. Isso porque, ao todo, a construção do circuito foi planejada para ser finalizada em oito meses. Algo que, segundo Mark Hughes, diretor da MRK 1, é um dos prazos mais curtos que eles já se comprometeram em realizar.

“Pela minha experiência e por ter trabalhado em projetos, o Bahrein foi construído em 16 meses, Abu Dhabi em 18 meses”, disse ele, em entrevista ao site RaceFans.net. “Na Tailândia, em Buriram, desde o início do projeto até o nosso primeiro evento, foram 12 meses, e esse foi outro projeto da Tilke. A nossa experiência em projetos acelerados é excepcional”, acrescentou.

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Alguns detalhes do circuito de Jedá, na Arábia Saudita (Foto: F1/Divulgação)

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Hughes explica que a construção segue sob supervisão da Fórmula 1 e da FIA (Federação Internacional de Automobilismo). “Também recebemos visitas regulares da própria Fórmula 1, vários membros da equipe de Ross [Brawn] estiveram lá nos últimos meses. O plano é que a corrida aconteça no dia 5 de dezembro, e acredito que não teremos problemas. Pelo progresso que vi, não tenho motivos para duvidar”, seguiu ele.

Ainda assim, ele explica que o projeto é ousado e a pedida é “alta”. O trabalho da empresa está sendo em criar um layout temporário, que facilita o acesso à rede rodoviária da cidade.

“Serão duas estradas paralelas ao longo da costa. Uma pista leva você para o norte, então você chega a uma rotatória e volta para o sul. Isso percorre toda a cidade de Jedá, e é uma extensão para que possamos nos juntar à rede rodoviária existente”, explicou Hughes.

“Todas as barreiras que existem podem ser retiradas, são todas barreiras temporárias de concreto, e a pista poderá ser revertida para uma via pública após o evento”, concluiu.

No entanto, a pista só poderá ser usada como via pública após a corrida do ano que vem, marcada para março de 2022. “As autoridades disseram que tudo bem, vamos deixar tudo no lugar a partir de dezembro, entre a primeira e a segunda corrida, o que faz todo o sentido [por causa] do custo de retirar tudo, armazenar e colocar de volta”, finalizou Hughes.

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