F1

Envolvida em esquema de corrupção, Petrobras desiste de cota de patrocínio da F1 na Globo para 2016

A nova cúpula da Petrobras, sem contar com os agora ex-diretores pegos pela Operação Lava Jato em milionários esquemas de corrupção, optou por deixar de patrocinar as transmissões de F1 da Rede Globo a partir de 2016. A emissora vem registrando queda de audiência nas transmissões do Mundial e resumiu a exibição dos treinos classificatórios a meros ‘flashes’

Warm Up / Redação GP, de Sumaré
Em grave crise desde que foi deflagrada a Operação Lava Jato, que trouxe à tona uma série de esquemas de corrupção envolvendo a alta cúpula da empresa, a nova diretoria da Petrobras decidiu cancelar seu patrocínio às transmissões do Mundial de F1 da Rede Globo. O contrato estipulava um valor pago estimado em R$ 79,8 milhões. As informações foram divulgadas pela própria Rede Globo.
 
A Petrobras ainda tem um grande envolvimento na F1. Além de ser a principal patrocinadora do GP do Brasil, a petrolífera estatal também estampa sua marca nos carros da Williams. Recentemente, segundo informação apurada pelo jornalista Americo Teixeira Jr., dono do Diário Motorsport e parceiro do GRANDE PRÊMIO, a Petrobras deverá permanecer com seus investimentos na F1 mesmo diante da crise e pretende seguir honrando seu contrato com a Williams.
A Petrobras cancelou seu patrocínio milionário às transmissões de F1 da Rede Globo para 2016 (Foto: Xavi Bonilla/Grande Prêmio)
Contudo, ainda não há previsão para quando a gasolina desenvolvida pela Petrobras vá, de fato, abastecer os carros de Felipe Massa e Valtteri Bottas. Atualmente, a Williams recebe o combustível da petrolífera malaia Petronas, que é a fornecedora oficial da equipe Mercedes.
 
A Rede Globo vendeu seis cotas de patrocínio para as transmissões do Mundial de F1 em 2016. Permanecem para o ano que vem a Cervejaria Petrópolis — dona das marcas Itaipava e TNT —, a Renault, o banco Santander e a operadora de telefonia móvel TIM. Na cota que antes era da Petrobras, entra a Unilever, que tem como uma das suas marcas a Rexona, que patrocina a Williams.
 
A sexta cota de patrocínio será foi ocupada novamente pela Zap Imóveis, empresa que faz parte do Grupo Globo. Na prática, é uma empresa da Globo patrocinando um evento da própria Globo. Será a temporada mais extensa da história do Mundial, com 21 corridas disputadas entre março e novembro.
 

http://grandepremio.uol.com.br | Mais ou menos assim:"Vocês vão conversar sobre o que aconteceu na largada nos EUA...

Posted by Grande Prêmio on Sábado, 31 de outubro de 2015


Nos últimos anos, a F1 vem registrado queda de audiência nas transmissões do canal carioca. Nesta temporada, chamou a atenção o fato de que a emissora decidiu abreviar a transmissão dos treinos classificatórios. Outrora exibidos ao vivo e na íntegra, hoje as sessões são exibidas apenas em flashes, com duração de dois a três minutos.
 
E no confronto entre futebol e F1, sempre o esporte das quatro linhas ganha prioridade em termos de exibição em caso de conflito de horários. Como aconteceu, por exemplo, no GP dos Estados Unidos, na semana passada, e acontecerá logo mais, no GP do México, provas exibidas apenas pelo canal por assinatura SporTV. À TV aberta, resta a exibição de um compacto já no fim da noite.

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