Equipes menores ameaçam, falam em “desastre financeiro” e exigem corte de custos na F1

Force India, Caterham, Sauber e Marussia se uniram e enviaram uma carta à FIA pedindo uma revisão quanto à questão no limite de gastos na F1. As seis principais equipes do grid se mostraram contra a adoção de um teto orçamentário

A FIA recebeu um aviso de que a F1 corre sério risco de um "desastre financeiro" se não repensar as questões relacionadas ao teto orçamentário. Na semana passada, Jean Todt, presidente da entidade que rege o esporte a motor no mundo, revelou que seis das 11 equipes do grid rejeitaram a proposta para um limite de gastos a partir de 2015.

Sem o apoio dos principais times, e com Bernie Ecclestone pouco convencido sobre a eficácia da medida, o plano não teve chance de ser levado adiante e repassado por meio do Grupo de Estratégia para ser incorporado ao regulamento do próximo ano. Essa decisão enfureceu as escuderias menores, que se manifestaram por meio de uma carta logo após o GP do Bahrein, disputado há duas semanas.

Equipes menores buscam revisão e exigem teto orçamentário (Foto: Alastair Staley/LAT)

De acordo com informações da 'Autosport', Force India, Sauber, Caterham e Marussia escreveram para a FIA, expressando temores e expondo um cenário de caos caso a iniciativa de se conter gastos não for reavaliada. Entende-se que as quatro equipes estão furiosas também com a forma como as rivais atuaram neste caso.

Também segundo a publicação inglesa, as escuderias deixaram claro para Todt, na carta, que o Grupo de Estratégia não deve possuir poder regulamentar para decidir sobre as regras e que vão levar o caso adiante se necessário for, sugerindo ainda que o impasse pode até configurar uma brecha nas leis europeias com relação à concorrência e que isso pode ser enquadrado como uma exploração ilegal e abusiva de uma parte dominante. "Algumas equipes não têm voz no momento de decisão", disseram os times na carta.

Ainda, segundo a nota da 'Autosport', a carta deixa evidente que as quatro equipes, ainda dependentes de um corte de custos para sobreviver, não estão dispostas a aceitar novos times no grid. Elas ainda afirmaram que o processo de escolha não é transparente e nem democrático.

As seis equipes que formam o Grupo de Estratégia da F1 são Red Bull, Ferrari, Mercedes, McLaren, Williams e Lotus.

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