F1

Ex-diretor da McLaren diz que percebeu que Honda estava “despreparada” para F1 “na primeira reunião”

Ex-diretor de corridas da McLaren, Éric Boullier afirmou que percebeu que a Honda estava despreparada para voltar à F1 ainda na primeira reunião. O francês disse ter transmitido sua sensação a Ron Dennis, mas ressaltou que o chefão do time estava convicto do sucesso da parceria

Grande Prêmio / Redação GP, de São Paulo
Ex-diretor de corridas da McLaren, Éric Boullier afirmou que não demorou a perceber que a Honda não estava pronta para o desafio da F1. O francês deixou a equipe de Woking em meados do ano passado e foi substituído por Gil de Ferran.
 
No comando do time durante os anos com a Honda, Boullier disse que viu o despreparo da montadora para a F1 ainda na primeira reunião, mas que Ron Dennis estava confiante no sucesso da parceria, que já tinha os contratos todos assinados.
Éric Boullier disse que logo percebeu que teria problemas com a Honda (Foto: McLaren)
“Já na primeira reunião eu percebi o quão despreparados eles estavam para o enorme desafio que enfrentavam”, disse Boullier à revista nipônica ‘Sokuho’. “Eu disse imediatamente a Ron Dennis que precisaríamos pelo menos de três ou quatro anos de desenvolvimento para chegar ao topo, mas os contratos já estavam assinados e Dennis estava convicto de que poderia reviver os sucessos do passado”, seguiu.
 
Depois de três anos com a montadora nipônica, a McLaren deu adeus à parceria e passou a usar motores Renault. A performance, porém, não deu um salto como esperado.
 
“Os atuais motores são muito sofisticados, e só a Mercedes estava pronta para superar a concorrência com base em anos de desenvolvimento”, apontou Boullier. “A união entre McLaren e Honda não poderia ter vindo em um momento mais complicado em termos de momento técnico-histórico”, reconheceu.
 
Por fim, o francês reconheceu que as falhas do carro da McLaren ganharam evidência com a chegada da Renault.
 
“Nós percebemos em abril que perdemos completamente o ponto com o carro”, relatou. “Nós encontramos sérios problemas de correlação nos dados e nenhuma solução até que fosse tarde demais. Em alguns aspectos, fomos menos competitivos do que em 2017, o que foi difícil de lidar em termos de moral”, concluiu.