Ex-diretor diz que Williams demorou para ser vendida: “Era o necessário há muito tempo”

A Williams foi vendida para a Dorilton Capital, empresa de investimento privado, em agosto de 2020. Para Paddy Lowe, ex-diretor da equipe entre 2017 e 2019, demorou para a família que dá nome à equipe sair do comando

Volta em Mônaco com Hesketh 308 guiada por Jean-Denis Delétraz (Vídeo: Reprodução)

O GP da Itália de 2020 marcou oficialmente a última corrida da Williams comandada por alguém da família que dá nome ao time na Fórmula 1. Em agosto do ano passado, a equipe foi vendida para a Dorilton Capital, uma empresa norte-americana de investimentos privados. Mesmo com o negócio, a lendária escuderia manteve o nome e a identidade no grid da categoria.

O engenheiro Paddy Lowe começou a carreira na F1 em 1987, justamente na Williams, antes de mudar para a McLaren em 1993. Após longo período afastado, voltou ao time de Grove em 2017, como diretor-técnico até o início de 2019, vivenciando situações complicadas na parte financeira e técnica. Por isso, acredita que a venda da Williams demorou para acontecer.

“Eu fiquei aliviado porque era o necessário há muito tempo e, para ser honesto, deveriam ter feito antes por diversas razões. A equipe vem em uma espiral negativa, no meu ponto de vista. Enquanto estive lá, vi o progresso de antes ser jogado no ralo, o que é muito angustiante porque você entende que não há solução além de dizer ‘falhamos’, então você quer só se livrar antes de tudo acabar”, disse Lowe ao podcast ‘Beyond the Grid’.

Claire se despediu da Williams no GP da Itália de 2020 (Foto: Williams)

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“Estou muito feliz que a equipe foi vendida por um preço razoável e que a Claire [Williams] e seus irmãos deixaram algo para trabalhar das grandes coisas que a família alcançou ao longo dos anos. O nome foi mantido. E eles possuem novos investidores que vão colocar dinheiro para levar o time na outra direção, apesar de ser um longo processo e as pessas vão precisar de paciência”, acrescentou.

O engenheiro britânico nascido no Quênia, que voltou à equipe de Grove em 2017 depois de anos de êxito com a Mercedes, assumiu não apenas importante papel nos quadros técnicos, mas também tornou-se acionista da escuderia.

Entretanto, depois de uma pré-temporada marcada por atrasos no projeto do FW42, Lowe pediu afastamento em 5 de março, às vésperas da abertura do campeonato, na Austrália, alegando motivos pessoais. Pouco mais de três meses depois, o dirigente confirmou sua saída definitiva da equipe. Mesmo assim, garante não ter problemas ou mágoas.

“É um período que realmente não gosto de relembrar, para ser honesto, porque em todos meus anos na F1, amei cada um deles por diferentes razão e, em alguns casos, eles foram melhores. Esses dois anos na Wiliams eu não gostei. Foi muito trabalho duro e nenhuma recompensa. Tudo que eu digo é que a F1 é um lugar impaciente”, pontuou Lowe.

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