F1

Ex-médico-chefe e conhecido por melhorar segurança da F1, Sid Watkins morre aos 84 anos

Um dos grandes nomes por mais segurança na F1, Sid Watkins morreu nesta quarta-feira (12), aos 84 anos de idade. Ele foi um dos grandes responsáveis por diminuir drasticamente o número de mortes na categoria nos últimos 25 anos
Warm Up / Redação GP, de São Paulo
 NEW DELHI, INDIA - DECEMBER 9: In this handout image provided by FIA (Federation Internationale de l'Automobile), FIA President Jean Todt (L) presents Professor Sid Watkins (C) with the FIA Academy Gold Medal for Motor Sport during the 2011 FIA Prize Giving Gala Ceremony in Gurgaon, on December 9, 2011 in New Delhi, India. (Photo by FIA via Getty Images)

No final da tarde desta quarta-feira (12), aos 84 anos, morreu Sid Watkins, neurocirurgião que atuou como médico-chefe da F1 por quase 30 anos. Por quase três décadas, Watkins salvou inúmeras vidas na categoria e, com ele chefiando os resgates, a categoria deixava de perder uma enorme quantidade de pilotos, como foi nos anos 1960. Ele foi responsável direto pelos resgates de Gerhard Berger, Martin Donnelly, Érik Comas, Mika Hakkinen, Karl Wendlinger e Luciano Burti. A causa da morte ainda é desconhecida.

Sua carreira nas corridas começou nos anos 1960. Com mais experiência ao passar dos anos, ele foi convidado por Bernie Ecclestone, já no final da década seguinte, para ser o médico-chefe da F1 e principal responsável pelo resgate dos pilotos durante as provas.

Sid Watkins foi grande responsável por mudanças significativas na segurança da F1 (Foto: Divulgação)

Seu trabalho mais segurança na F1, como a melhora dos carros, dos capacetes e em equipamentos, foi amplamente apoiado por pilotos e equipes. E isso só aumentou após o final de semana mais negro da história quando, em 1994, em Ímola, Roland Ratzenberger e Ayrton Senna, seu amigo pessoal, morreram após graves acidentes. Apesar de perder duas vidas em 24 horas, ele trabalhou duro para melhorar a categoria como um todo. E conseguiu, já que, desde então, ninguém morreu e já é o período mais longo da história sem mortes na categoria.

Após deixar o cargo de diretor-médico em 2005, ele assumiu um papel como membro da FIA (Federação Internacional de Automobilismo) e atuou na presidência do Instituto da entidade, trabalhando na segurança do esporte, posição em que ficou até o final do último ano, quando se aposentou.

Ele recebeu o prêmio Mario Andretti de Excelência Médica, em 1996, e ganhou uma Ordem do Império Britânico (OBE) em 2002. Ele deixa esposa e seis filhos.