F1

Ex-piloto da Red Bull na F1 larga carreira para abrir empresa revolucionária. De artigos sexuais

Robert Doornbos teve algum destaque na carreira. Afinal, não dá para dizer que um piloto que chegou às duas maiores categorias de monopostos do planeta, a F1 e a Indy, foi um fracasso completo. Mas a segunda carreira do holandês, como revolucionário do ramo dos consolos sexuais, é certamente mais bem sucedida

Warm Up / Redação GP, do Rio de Janeiro

Assim como os atletas da maioria dos esportes, os pilotos de carros de corrida procuram continuar envolvidos no automobilismo quando penduram os capacetes. Mas claro que nem todos os ex-pilotos desejam lidar com o esporte e acabam indo fazer outra coisa da vida quando os dias de pista chegam ao fim. Acontece que algumas segundas carreiras são mais curiosas do que outras - e a de Robert Doornbos definitivamente se encaixa nesta prateleira para casos raros. 
 
Aos 34 anos de idade, Doornbos ainda é jovem para se afastar completamente do automobilismo, mas é precisamente o que ele fez. E a nova carreira não é apenas diferente - ele está revolucionando com o mercado de artigos sexuais. 
 
O holandês, que passou pela F1 nas mãos da Minardi em 2005 e depois substituiu Christian Klien nos primórdios da Red Bull em 2006, é cofundador da Kiiroo. A empresa está revolucionando o mercado dos dildos - os consolos sexuais - por meio da conexão de seus produtos com a internet. Os aparelhos são interconectados entre si e podem até ser sincronizados com vídeos, digamos, adultos.
Doornbos defendeu a Red Bull em 2006, e seguiu como piloto de testes do time em 2007 (Foto: Red Bull/Getty Images)
"Adicionamos uma terceira dimensão de toque à internet", disse numa entrevista recente ao site norte-americano especializado em tecnologia 'cnet.com'.
 
O GRANDE PRÊMIO já conversou com ex-pilotos brasileiros que foram fazer algo totalmente diferente da vida. Mario Haberfeld, por exemplo, mora no Pantanal onde criou uma ONG que visa a proteção de onças-pintadas. Thiago Medeiros hoje pilota helicópteros por uma empresa de táxi aéreo em Abu Dhabi. Há também gente como Heinz-Harald Frentzen, que trabalha com transporte funerário - algo que até parece bizarro, mas é um negócio antigo de sua família. Mas Doornbos? Doornbos está num jogo totalmente novo.
 
E o automobilismo? Doornbos não corre desde 2011, quando a F-Superliga faliu. Na categoria, onde a ideia era que as equipes fossem clubes de futebol, Doornbos chegou a guiar um ano pela escuderia do Corinthians e outro pela do Milan. Mas o melhor momento no automobilismo certamente foi a terceira colocação do campeonato da Champ Car em 2007. Também andou dois anos na Indy, mas sem grande destaque.
 
A carreira de Doornbos como piloto até teve relativo sucesso, mas é um dos casos de pilotos seguramente mais bem sucedidos na segunda carreira do que na primeira. Bom para ele - e provavelmente para algumas outras pessoas. 
 
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