Ex-presidente da Ferrari, Montezemolo revela que Bianchi era “o escolhido para assumir lugar de Räikkönen no futuro”

Ex-presidente da Ferrari, Luca di Montezemolo também lamentou a morte de Jules Bianchi, que era membro da Academia de jovens pilotos da equipe italiana. O dirigente ainda revelou que o francês era o escolhido para assumir a vaga de Kimi Räikkönen, quando o vínculo entre o finlandês e o time vermelho chegasse ao fim

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A Ferrari já havia decidido que Jules Bianchi seria o substituto de Kimi Räikkönen, quando o vínculo entre o finlandês e a equipe italiana chegasse ao fim. A revelação foi feita pelo ex-presidente da marca de Maranello, Luca di Montezemolo. O dirigente novamente lamentou a morte do francês, anunciada na última sexta-feira (17), por meio de um comunicado da família do piloto.

Bianchi morreu nove meses depois do grave acidente que sofreu em Suzuka, na parte final do GP do Japão de 2014. O gaulês era piloto da Academia da Ferrari desde 2009 e defendia a Marussia, que usava os motores italianos na F1.

"Jules Bianchi era um de nós, era membro da família Ferrari e era o piloto que escolhemos para o futuro, assim que o vínculo com Kimi Räikkönen terminasse", revelou Montezemolo ao jornal 'La Gazzetta dello Sport'.

Jules Bianchi seria o substito Kimi Räikkönen na Ferrari, revelou Montezemolo (Foto: Ferrari)

"O acidente em Suzuka tirou de nós um grande cara, rápido, reservado, muito bem educado e extremamente ligado à Ferrari, que trabalhava e interagia bem com todos. Na verdade, perdemos um piloto que tinha grande futuro na F1", completou.

Bianchi participou de seu primeiro teste com a Ferrari no fim de 2009, logo depois de conquistar a F3 Euro e manteve o apoio da esquadra vermelha também enquanto competiu na GP2 e também na World Series.

Na F1, a estreia aconteceu em 2013, também com a ajuda de Maranello, que costurou um acordo com a pequena Marussia. Jules foi o responsável pelos primeiros pontos da equipe no Mundial, com o nono lugar no GP de Mônaco do ano passado. Ao todo, o francês disputou 34 GPs na F1.

"Ainda me lembro de quando ele, ainda adolescente, chegou a Maranello", disse Montezemolo. "Com a gente, ele foi dando um passo de cada vez rumo à estreia na F1, com a Marussia, também por meio da Ferrari. Nós nos importávamos muito com esse garoto, que já mostrava enorme talento", acrescentou.

"Nós queríamos que ele crescesse em nossa equipe e, por isso, o colocamos na Academia da Ferrari em 2009. E ele impressionou os engenheiros. Nós perdemos um cara excepcional. E vamos sempre lembrar dele com carinho", finalizou o dirigente.

O funeral de Bianchi vai acontecer nesta terça-feira, dia 21, em Nice, cidade natal do piloto, que tinha 25 anos.

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