Ex-presidente diz que Ferrari precisa de coragem para assumir que “ano está perdido”

Luca di Montezemolo acredita que a Ferrari precisa imediatamente tomar decisões pensando no futuro, que já o preocupa

Ninguém está feliz com a Ferrari. E quem tem voz e espaço para levar ao público sua opinião, assim o faz. É o caso de Luca di Montezemolo, ex-presidente da escuderia italiana entre 1991 e 2014, que pediu “coragem” para a equipe assumir que este “já está perdido” em 2020.

“Mas eu estou preocupado com as próximas temporadas. A direção, agora, deve tomar decisões inteligentes”, opinou o italiano de 72 anos, mas isentando a dupla de pilotos, Sebastian Vettel e Charles Leclerc.

Sebastian Vettel se despede ao final do ano da Ferrari (Foto: Ferrari)

“Eles [os pilotos] não são culpados, eu nunca teria descartado Vettel com tamanha antecedência. Com essa decisão, se colocou muita pressão sobre Leclerc, e assim fica difícil envolver Vettel em conversas construtivas, já que ele vai embora.”

“Sobre [Mattia] Binotto (chefe da escuderia), é novo como diretor-técnico, é responsável pela gestão desportiva, dos pilotos, áreas técnicas e ainda precisa lidar com a parte política. Na minha época, construí uma equipe com os melhores, como Jean Todt, Ross Brawn, Rory Byrne, Paolo Martinelli, Stefano Domenicali”, seguiu.

Mesmo com tantas críticas, Montezemolo ainda se mostrou relutante com uma “reformulação completa”: “Me parece excessivo. Mas é preciso organizar tudo o mais rápido possível”, finalizou.

Coincidentemente, a Ferrari anunciou nesta quarta-feira (22) a criação de um departamento chamado ‘Desenvolvimento de Performance’, com Enrico Cardile, que era o chefe da aerodinâmica do time, como líder.

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