F1 2020 com 22 corridas e 4 motores promove discordância no paddock

A Fórmula 1 está próxima de uma temporada 2020 com 22 corridas no calendário e, por conta disso, discute o aumento do limites de motores disponíveis para a temporada de três para quatro. Entre as equipes, as opiniões divergem bastante

A Fórmula 1 já preparou as equipes para que esperem uma temporada 2020 com 22 corridas. Com a ideia já levada como quase certeza, a discussão do momento é outra: se a FIA aumenta o limite de motores, atualmente em três, para quatro por ano. Entre as equipes, há quem seja a favor e quem esteja em oposição à medida.
 
Cada piloto tem em média de superar sete corridas com o mesmo motor para chegar ao fim da temporada. Caso a mudança para 22 provas seja confirmada, o número será ainda mais agressivo.
 
O chefe da Haas">Haas, Guenther Steiner, por exemplo, disse ser a favor de aumentar o calendário, mas contra aumentar o limite de motor. Segundo ele, uma despesa alta para equipes clientes.
 
"Precisamos manter em três motores, porque introduzir um quarto não faz sentido para nós, financeiramente falando. É negativo para nós, por que faríamos isso? Acredito que aceitar ou rejeitar é com as fabricantes. Se estiverem confiantes de que podemos resistir à temporada com três motores, fico bem com isso", afirmou.
 

Guenther Steiner (Foto: Haas)

Christian Horner, da Red Bull, marcou posição a favor de um quarto motor disponível por ano.
 
"Introduzir outra corrida e esperar que as equipes passem pela temporada com apenas três jogos de componentes da unidade de força é uma pedida muito alta", colocou.
 
"Creio que, em princípio, apoiamos [o aumento], mas tem que vir junto de outras reflexões: em termos de se precisamos de tantos testes durante a temporada. Precisamos de tanta pré-temporada? Acredito que, se formos introduzir uma 22ª corrida, a maioria das equipes já estão sendo penalizadas por usar quatro motores de qualquer forma. Dá para concluir que faz sentido aumentar o limite", falou.
 
Andreas Seidl, chefe da McLaren, colocou preocupação mais no calendário que no fator dos motores.
 
"Em princípio, damos suporte às 22 corridas para o ano que vem. Há uma discussão rolando no momento sobre o que isso significa em termos de número de componentes que vão poder ser usados e o custo para uma equipe como a nossa", comentou.
 
"Se você olhar para o panorama completo, é importante que sejamos cuidadosos para não aumentar o número de corridas para mais que isso por enquanto. Por duas razões: uma é que precisamos cuidar do nosso pessoal, porque para comportar isso temos que mudar mais coisas nas nossas organizações. E isso é difícil", avaliou.
 
"O segundo ponto é que entendemos o ponto de vista comercial, claro, mas é importante manter uma exclusividade para os eventos, que não se sustenta se somarmos mais e mais corridas", adicionou.
 
Atualmente com 21 corridas por ano, a F1 vai ganhar os GPs da Holanda e do Vietnã. Duas corridas apontadas como favoritas a deixar o calendário, Espanha e México estão próximas de renovação, enquanto a situação da Alemanha segue muito complicada.

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