F1

F1 anuncia acordo de patrocínio com Heineken e projeta mudança total no relacionamento com fãs

A principal categoria do automobilismo ganha o apoio de uma das maiores marcas de cervejas: F1 e Heineken passam a caminhar juntas a partir desta quinta-feira (9). O acordo, estimado em US$ 250 milhões, foi revelado às vésperas do fim de semana do GP do Canadá, sétimo da temporada 2016
Warm Up / VICTOR MARTINS, de São Paulo
 Heineken chega à F1 e promete mudança total na categoria (Foto: Divulgação)

A marca que o mundo está acostumado a atrelar à Champions League – ou Liga dos Campeões – e seu hino e à Copa do Mundo de Rúgbi chegou à F1. Um anúncio nesta quinta-feira (9) em Montreal confirmou o esperado acordo entre a principal categoria do automobilismo mundial e a Heineken, a terceira maior fabricante de cerveja de todo o mundo. 

A parceria começa oficialmente a partir da temporada 2017, mas a Heineken vai estampar sua marca como patrocinadora principal do GP da Itália deste ano. No ano que vem, serão três GPs como title sponsor e ações pontuais a serem escolhidas em outras corridas do calendário.

"A F1 é maior que uma corrida. É um evento global. E a F1 representa uma oportunidade única para a Heineken para engajamento com consumidores em portencial em mercados importantes em ascensão", falou Gianluca Di Tondo, diretor global da Heineken. A F1 abre portas em três áreas: fortes oportunidades comerciais, expansão de nossa plataforma responsável de consumo de bebida e a troca de capacitação entre a F1 e nossos funcionários."
A Heineken mergulhou de cabeça na F1 (Foto: Divulgação)

Apesar de não terem sido divulgados duração e valores, o contrato vale por sete temporadas e, estima-se, valha algo próximo a US$ 250 milhões – R$ 843 milhões na conversão do dia de hoje. Já a partir deste fim de semana, as placas publicitárias em torno do circuito do Canadá vão indicar na pista a chegada da Heineken, que se junta a Pirelli e Rolex como patrocinadora principal.

A aproximação entre as marcas acaba sendo valiosíssima para a F1, que sofre uma baixa globalizada em termos de audiência e, diferente da Heineken, tem dificuldade em se vender, no sentido de ideias e posicionamento — o atraso é visto, por exemplo, nas redes sociais: a categoria fez uma conta no Facebook neste ano e os vídeos no YouTube não podem ser embedados em notícias. Assim, a Heineken e seu bem sucedido marketing levam credibilidade, peso e novas propostas de divulgação da F1 de Bernie Ecclestone.
Placas da Heineken no paddock da F1 em Montreal (Eelco den Boer/Formule1)
A holandesa Heineken e detém, além daquela que ostenta seu nome, as marcas Amstel – igualmente holandesa –, a italiana Birra Moretti e a mexicana Tecate. A companhia, em seu mundo cervejeiro, está atrás apenas da AB InBev – que tem, dentre outras, Budweiser e Skol – e a SABMiller – com mais de 150 marcas no mundo todo.

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