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F1 busca “criar biosfera” para evitar infecção pelo Covid-19 e realizar corridas em 2020

Ross Brawn defendeu que a F1 promova testes em massa e faça uma espécie de auto-isolamento para os seus membros no esquema que pretende realizar para garantir que a abertura do campeonato aconteça na Áustria no começo de julho. O diretor-esportivo lembrou que “é importante que tentemos fazer a temporada começar” pelos fãs, mas também por quem depende da F1 para sobreviver

Grande Prêmio / Redação GP, de Sumaré
A F1 trabalha com a ideia de abrir a temporada 2020 com duas corridas na Áustria, em 5 e 12 de julho. O circuito Red Bull Ring é visto como ideal para servir como base para uma categoria que sabe que é preciso promover o distanciamento social para evitar o risco de contágio pelo novo coronavírus por ser uma pista distante de um grande centro e por contar com boas instalações para competidores, membros das equipes e o staff reduzido da F1. Com testes em massa e isolamento, Ross Brawn acredita que a criação do que chama de “biosfera” vai deixar a categoria longe do Covid-19.
 
“Um dos desafios logísticos é fazer com que todos sejam testados e liberados para entrar no paddock no ambiente de corrida”, disse o dirigente britânico em entrevista ao podcast ‘F1 Nation’.
 
“E acho que, depois que fizermos isso, é muito atrativo manter todos neste ambiente, dentro deste tipo de biosfera que queremos criar para outra corrida. Também é bastante desafiador encontrar o jeito certo de encaixar as corridas desde o começo, onde podemos controlar o ambiente suficientemente bem”, explicou.
Ross Brawn revela os planos da F1 para criar uma "biosfera" e evitar risco de contágio pelo Covid-19 (Foto: Rodrigo Berton/Grande Prêmio)
Brawn listou as características do Red Bull Ring como fatores positivos para justificar a tentativa de abertura do campeonato no país em julho.
 
“A Áustria se encaixa muito bem neste projeto. Tem um aeroporto local próximo ao circuito, onde as pessoas podem fretar aviões. Não é muito perto de uma metrópole, tem uma ótima infraestrutura”, disse o diretor da F1, defendendo uma rodada dupla no Red Bull Ring.
 
“Não vai ter motorhomes, mas o circuito possui instalações completas. Podemos basicamente abrigar todos neste ambiente. Portanto, quando chegarmos, é atrativo ter outra corrida na semana seguinte”, acrescentou.
 
Se por um lado Brawn cita a importância de colocar a F1 na pista, por outro o britânico lamentou que as primeiras corridas da temporada, caso aconteçam de acordo com os planos da categoria, vão ser com portões fechados. 
 
“Estamos trabalhando em todos os requisitos para garantir que trabalhemos num ambiente seguro para os pilotos, engenheiros, técnicos, para todos os envolvidos no evento. Infelizmente, não vamos ter público, o que é uma enorme pena, mas ainda sentimos que podemos levar a corrida para todos os fãs que nos assistem pela TV e outros meio.”, lembrou.
 
Por fim, Brawn ressaltou que a F1 trabalha duro para que aconteça uma temporada em 2020. Tanto pelos fãs, mas também pelas milhares de pessoas que dependem do esporte. “É importante que tentemos fazer a temporada começar. Um motivo é, obviamente, empolgar os fãs, que ficaram frustrados com os adiamentos. Temos uma temporada muito empolgante pela frente. Mas esse também é um meio de vida muito importante para milhares de pessoas. E essa é outra razão para tentar começar a temporada”, completou.
 
E não percam nesta sexta-feira, às 21h (horário de Brasília) no canal do GP no YouTube, o Cadeira Cativa especial: Flavio Gomes, Alex Ruffo e Mário Andrada e Silva contam tudo sobre Ímola 1994.

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