F1 considera congelar desenvolvimento dos motores para frear custos e salvar equipes

Na esteira de decisões emergenciais como o adiamento da revolução das regras de 2021 para 2022 e o congelamento do chassi atual para o ano que vem, a F1 agora planeja fazer o mesmo com os motores, freando o desenvolvimento para a próxima temporada. Tudo para conter os gastos em meio à crise provocada pela pandemia do novo coronavírus

Em meio a um cenário completamente imprevisível provocado pela pandemia do novo coronavírus, a F1 busca soluções para salvar as equipes e conter custos, cada vez mais galopantes. As últimas decisões tomadas, como o congelamento do chassi atual para o ano que vem e o adiamento da introdução das novas regras, de 2021 para 2022, tiveram como total motivação frear os gastos em tempos difíceis. Agora, a categoria planeja ir além e suspender o desenvolvimento dos motores como medida de emergência. A informação foi publicada nesta manhã de sexta-feira (3) pela revista britânica ‘Autosport’.
 
Ainda sobre os motores, outra possibilidade listada pela publicação diz respeito a uma limitação no trabalho de desenvolvimento de componentes da unidade de potência pelos próximos anos. Tal proposta tende a reduzir os custos de pesquisa e desenvolvimento e diminuiria sensivelmente os custos, sobretudo para as equipes clientes das montadoras.
A F1 estuda congelar também o desenvolvimento de motores até 2021 (Foto: Mercedes)
Além do congelamento dos motores, a F1 analisa, junto com as equipes, uma redução do teto de gastos, já determinado para 2021. Originalmente, as equipes vão ter um limite orçamentário de US$ 175 milhões (ou R$ 920 milhões na cotação atual) por temporada, valores que não incluem custos como salário dos pilotos, por exemplo, e marketing. 
 
A cúpula da categoria estuda uma redução deste teto para US$ 150 milhões (R$ 789 milhões), mas há um temor de que tal diminuição possa afetar as três principais equipes do grid, Mercedes, Ferrari e Red Bull, e que os funcionários, caso percam suas vagas, possam ter dificuldades em encontrar outro emprego na F1.
 
Segundo o jornal italiano ‘Corriere dello Sport’, as equipes do grid vão se reunir na próxima segunda-feira (6) para decidir sobre o teto orçamentário para 2021. Sobre o tema, ainda não há um consenso, uma vez que a McLaren lidera uma frente de times que querem uma redução ainda maior na limitação orçamentária, de cerca de € 90 milhões (R$ 511 milhões) para a próxima temporada. Já a Ferrari se opõe ao teto e propõe limitar a evolução dos carros e dos motores, considerando a medida “mudanças reais de austeridade”.
 
Já a revista britânica reporta também que as equipes, considerando o momento sem precedentes na história da F1, trabalham unidas de maneira poucas vezes vista em busca do bem comum na categoria. 
 
A ‘Autosport’ lista, por exemplo, a aprovação da Mercedes no veto ao DAS (direção de eixo duplo), sistema apresentado nos testes de pré-temporada deste ano, para 2021, e o sinal verde da Ferrari para o congelamento do chassi mesmo depois de mostrar uma performance bem abaixo do esperado nos trabalhos feitos em Barcelona.

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