F1 institui taxa de inscrição de R$ 1 bilhão para filtrar melhor novas equipes

Quer começar uma equipe de F1 do zero? Então separe US$ 200 milhões, a nova taxa de inscrição para estreantes no certame. Objetivo é evitar projetos fracassados, como o da USF1 em 2010

A Fórmula 1 tem uma nova abordagem para o futuro quando o assunto é equipe nova: só vai poder entrar quem realmente tiver dinheiro para fazer o investimento. Tanto que a F1 planeja instituir uma taxa de inscrição de US$ 200 milhões, ou R$ 1,063 bilhão, a ser paga por futuros candidatos à principal categoria do automobilismo.

A mudança ainda não é oficial, mas foi revelada por Zak Brown, chefe da McLaren. O dirigente aplaude a decisão, que tem o objetivo de proteger a imagem do esporte de projetos fadados ao fracasso. O exemplo citado é o da USF1, equipe americana que tentou disputar a temporada 2010, mas faliu.

“A gente quer parar o que aconteceu no passado, com a USF1 anunciando que ia correr na Fórmula 1, mas sem nunca ir à pista”, disse Brown, entrevistado pelo site RaceFans. “A intenção dos 200 milhões é garantir que quem entrar na categoria vai ter os meios financeiros para isso. A gente para de ter o que costumamos ter, que é um anúncio aleatório de gente chegando, mas que nunca vai para a pista. Não é algo que acontece em outros grandes esportes, eu acho”, seguiu.

Quer começar uma equipe do zero? Separe US$ 200 milhões (Foto: Getty Images/Red Bull Content Pool)

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Mais do que proteger a categoria, Brown também vê as escuderias beneficiadas pela taxa de inscrição para estreantes da F1. Caso algum investidor tenha interesse em entrar no certame, passa a fazer mais sentido voltar os olhos a uma das escuderias atuais.

“Esses 200 milhões servem para proteger o valor das equipes existentes. É mais caro do que o valor da venda da Williams e você faz melhor uso do seu dinheiro do que começando uma equipe do zero. Só que, se você acredita na valorização da Fórmula 1 e quer investir, você recupera esses 200 milhões mais tarde”, encerrou.

A última equipe a entrar no grid da F1 do zero foi a Haas, em 2016. Os americanos alcançaram relativo sucesso em anos recentes, já fazendo mais do que Caterham, Manor e Hispania. Esse é o trio de escuderias que surgiu em 2010, mas que nunca conseguiu escapar do fim do grid, eventualmente falindo.

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