F1 justifica renovação da Pirelli como única fornecedora de pneus: “Controlar custos”

Embora tenha barrado a Bridgestone como forma de controlar os custos na categoria, Stefano Domenicali, chefão da F1, não descartou a possibilidade de uma nova fornecedora de pneus no futuro

A Fórmula 1 confirmou, na última terça-feira (10), que a Pirelli vai seguir como única fornecedora de pneus até 2027. A renovação do acordo, no entanto, tirou a Bridgestone da jogada e acabou com as esperanças dos fãs de voltarem a ver uma nova  ‘guerra de fornecedora de pneus’ no esporte. Stefano Domenicali, chefão da categoria, que não descartou a possibilidade de uma segunda marca no futuro, disse que a escolha de manter apenas a fabricante italiana foi para “controlar os custos” na F1.

A Bridgestone, que esteve na categoria de 1997 a 2010, até chegou a ser aprovada pela FIA. A fabricante japonesa submeteu proposta para se tornar a fornecedora de pneus da Fórmula 1 a partir de 2025 e com documento de licitação, segundo fontes da britânica BBC Sport, “altamente impressionante”. Só que as negociações esbarraram em questões comerciais, o que levou o chefão da F1 a optar pela continuidade com a Pirelli.

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Desde 2011, a Pirelli é a fornecedora de pneus da Fórmula 1 (Foto: Carl Bingham/Pirelli/LAT Images)

“Como vocês sabem, esse ponto [de um fornecedor] foi tomado em conjunto com a FIA para garantir que conseguiríamos controlar os custos na Fórmula 1. Essa foi a principal razão pela qual saímos da competição automobilística, quando tivemos muitos testes, onde tínhamos muita quilometragem e onde houve muita pesquisa, isso foi realmente benéfico, mas o custo foi realmente enorme”, disse Domenicali.

Embora a maioria das temporadas tenha contado com mais de uma fornecedora de pneus, a F1 segue com apenas uma marca, de forma ininterrupta, desde 2007. Na ocasião, a Bridgestone ofereceu a borracha até o fim da temporada 2010 e, em 2011, a Pirelli assumiu as operações.

Embora acredite que é cedo pensar na possibilidade de duas marcas de pneu na F1, Domenicali não descartou essa possibilidade para o futuro.

“Ainda é cedo para dizer que isso pode ser uma possibilidade para o futuro, mas em termos da situação real onde o controle de custos é muito relevante, diria que ainda não decidimos com certeza. Ainda não está nos planos ver se isso pode ser uma possibilidade no futuro, mas é um ponto de relevância porque, se conseguirmos controlar os diferentes mecanismos dos custos, por que não? Mas até agora não está na agenda das discussões, junto com a FIA e com as equipes”, finalizou.

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