F1 mostra preocupação com credibilidade por quebra de teto de gastos: “Estamos atentos”

Stefano Domenicali falou sobre o teto de gastos e se preocupa com a credibilidade da Fórmula 1. Por isso, o mandatário reiterou que estão mais atentos em 2023

No ano passado, a Red Bull recebeu punição de mais de R$ 37 milhões por quebrar o teto de gastos da categoria em 2021. A equipe austríaca ultrapassou o limite de custos de US$ 145 milhões (R$ 775 mi) e, além da punição financeira, também receberam uma esportiva: perderam 10% do tempo em testes aerodinâmicos para esta temporada.

E isso preocupa o chefão da categoria, Stefano Domenicali. A credibilidade da F1, para ele, é algo que pode ser colocado em risco se isso continuar acontecendo — é necessário, portanto, que a fiscalização seja feita no menor tempo possível.

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“Bem, acho que isso é um ponto de atenção principalmente porque o que discutimos juntos [F1 e equipes] é que para ter credibilidade para apoiar esse tipo de ação, a fiscalização tem de ser feita mais cedo do que tarde”, disse ele, em entrevista à Sky Sports.

“Portanto, estamos discutindo isso com a FIA, para garantir que o controle e a verificação sejam feitos muito mais cedo, porque a punição, se algumas equipes ultrapassarem o teto, tem de ser feita de maneira adequada e no menor tempo possível”, seguiu.

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F1, chefiada por Stefano Domenicali, falou do teto de gastos (Foto: F1)

A análise detalhada da FIA mostrou que, mesmo que as informações enviadas pela Red Bull estivessem dentro do teto, o time chefiado por Christian Horner cometeu uma violação processual ao ajustar “incorretamente ou excluir” um custo total de £ 5,6 milhões (R$ 34 mi), o que significa que a esquadra excedeu o limite em £ 1,8 milhão (cerca de R$ 11 milhões) – ou 1,6%.

A Red Bull justificou os números e afirmou que os valores adicionais foram reduzidos a custos excluídos em 13 áreas na organização. Isso incluiu contribuições previdenciárias para funcionários, taxas, custos das unidades de energia e um erro de cálculo em relação à Red Bull Powertrains.

Domenicali, no entanto, reiterou que o limite do teto de gatos — que, inclusive, cai para US$ 135 milhões (R$ 698 mi) neste ano — foi acordado com as equipes.

“Antes de tudo, não devemos esquecer uma coisa: a mudança radical na regulamentação financeira foi uma mudança radical na governança do esporte. E eu estava pensando que poderíamos ter ainda mais problemas para administrar isso, porque a dimensão e a complexidade são realmente enormes”, explicou.

“Claro que o debate é muito relevante para a FIA enfrentar isso, porque quero respeitar o papel que temos. Nós somos os detentores dos direitos comerciais, eles são os reguladores, e acho que quando falamos de punições que, aliás, foram discutidas dentro das equipes quando o regulamento financeiro estava sendo feito, sempre será um debate. Então, acho que haverá muita atenção em relação a isso neste ano”, encerrou.

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