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F1 planeja temporada com 19 etapas, início na Europa e até portões fechados

Mesmo com o calendário sofrendo baixas, Ross Brawn afirmou que a F1 planejar iniciar sua temporada 2020 em junho ou julho e com provas na Europa. O dirigente abriu a possibilidade também para realizar etapas sem público

Grande Prêmio / Redação GP, de São Paulo
A F1 vem passando por momentos complicados e anunciando adiamentos e cancelamentos, um atrás do outro, por conta da pandemia de coronavírus, mas já começa a planejar sua temporada 2020. Diretor-esportivo da categoria, Ross Brawn explicou que a meta é ter 19 etapas no ano, abrir os trabalhos mesmo no fim de junho ou início de julho e ter as primeiras etapas na Europa, por uma facilidade logística.
 
A ideia do dirigente é iniciar mesmo o campeonato na França no último fim de semana de junho ou na Áustria no primeiro fim de semana de julho e, então, emendar algumas etapas europeias pela facilidade de deslocamento e do controle ds profissionais envolvidos na categoria.
 
"As viagens serão um dos maiores problemas, envolvem mais gente, mais contato. Na nossa visão, faz sentido começar na Europa e aí até poderiam ser portões fechados, para garantirmos que ninguém se contaminaria, faríamos testes antes e depois, um ambiente com menos gente e todos testados. Não é uma saída ótima, mas é melhor que não correr. Temos milhões que assistem de casa, muitos estão em isolamento, é importante dar algum entretenimento a essas pessoas no momento de crise que estamos vivendo, mas sem colocar ninguém em risco. A questão é que precisamos planejar tudo e aí começar e seguir o campeonato, sem parar depois", comentou em entrevista para podcast da emissora britânica 'Sky Sports'.
Ross Brawn quer temporada começando na Europa e projeta provas com portões fechados (Foto: Rodrigo Berton/Grande Prêmio)
O inglês explicou que a categoria não entende como necessário ficar anunciando alterações de calendário e, portanto, só deve lançar uma nova versão quando já tiver um real panorama da situação e uma projeção mais certeira do que esperar do resto do ano.
 
"Nossa temporada é maior que a de outras categorias, acabamos de adiar o Canadá, então achamos melhor esperar antes de ficar revisando calendário. Oito corridas é o mínimo para valer o campeonato, isso daria para alcançar começando em outubro até. Então, outubro é o limite. Mas existem outras variáveis, talvez correr até o ano que vem, muitos cenários. Mas acho que podemos ter 19 corridas se começarmos até o início de julho, talvez com três finais de semanas seguidos correndo e um de folga", seguiu.
 
Brawn admitiu também que o esquema de portões fechados dificulta uma ida, por exemplo, para Singapura, em que é bem mais complicado controlar o tráfego de pessoas por ser uma pista de rua.
 
"Algumas corridas são mais complicadas, tipo Singapura, por ser na rua, então a logística fica bem complicada. Mas outras são mais fáceis, até mesmo para fazer o isolamento e botar portões fechados. Temos a possibilidade de fazer finais de semana com dois dias, a China é uma possibilidade para algo assim. Vamos ver, ainda estamos analisando, mas a ideia é permitir corridas com portões fechados quando for seguro", completou.

A projeção da F1 é, até certo ponto, bastante otimista, afinal, vários países europeus seguem com muitos casos de COVID-19, como a própria França, quarta colocada no ranking mundial. Ao todo, os casos já passam de 1,5 milhão e as mortes de 87 mil.

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