F1 segue equipes, dá licença a funcionários e reduz salário de executivos

A Fórmula 1 seguiu a linha de equipes como McLaren, Williams e Racing Point e optou por dar licença aos funcionários. Medida vai de encontro aos programas apresentados pelo governo britânico para ajudar empresas impactadas de maneira mais severa pelo isolamento social imposto pela pandemia do novo coronavírus

A organização da Fórmula 1 decidiu colocar parte de seus funcionários de licença para lidar com os efeitos econômicos da pandemia do novo coronavírus. A medida é a mesma adotada pelos times.
 
Além das licenças, a F1 também cortou em 20% os salários dos funcionários seniores. O diretor-executivo Chase Carey, por sua vez, por ter uma redução ainda maior de forma voluntária.
A largada do GP de Abu Dhabi de F1 (Foto: AFP)
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A opção de cortar 20% do salário dos funcionários vai na linha das medidas adotadas pelo Reino Unido para reduzir o impacto econômico da pandemia. Para evitar demissões em massa, o governo implantou um sistema de licenças para empresas que foram duramente atingidas pelo isolamento social e vai assumir temporariamente o pagamento dos salários de quem não pode trabalhar. Quem entrar em licença, segue na folha de pagamento, ainda que sem atividade.
 
Pelo programa, as empresas podem reivindicar do governo 80% dos salários de seus funcionários, mas o montante está limitado a £ 2,5 mil (cerca de R$ 16,1 mil) mensais por pessoa.
 
Equipes como McLaren, Williams e Racing Point já confirmaram que colocaram seus funcionários de licença. Carlos Sainz, Lando Norris, Lance Stroll, Sergio Pérez, George Russell e Nicholas Latifi também tiveram os salários reduzidos, assim como os executivos dessas escuderias.
 
O desenrolar da crise causada pela Covid-19 pode ter um impacto financeiro significativo na F1, já que a organização vai deixar de receber as taxas correspondentes às corridas canceladas. Além disso, se o campeonato tiver menos de 15 corridas, as emissoras de TV terão de ser ressarcidas. 
 
Mas, apesar da receita reduzida, a F1 segue obrigada a pagar para os times o montante correspondente a temporada 2019. No ano passado, os times dividiram US$ 101 milhões [cerca de R$ 534,5 milhões] entre eles.
 
Ano passado, a F1 declarou um custo total de US$ 381 milhões [aproximadamente R$ 2 bilhões], dos quais US$ 147 milhões [por volta de R$ 778 milhões] foram descritos como “despesas gerais, administrativas e de vendas”.
 
As primeiras oito corridas da temporada 2020 já foram afetadas pela pandemia. As provas de Austrália e Mônaco, por exemplo, foram canceladas, enquanto que os GPs de China, Holanda e Espanha foram adiados.
 
A F1 trabalha hoje com a possibilidade de realizar uma temporada com 15 a 18 etapas e, para tentar lidar com o impacto financeiro, já anunciou o adiamento da introdução do regulamento previsto para o próximo ano para 2022. O teto orçamentário, entretanto, já entra em vigor no próximo ano.
 
COMO SE PREVENIR DO CORONAVÍRUS:
 

☞ Lave as mãos com água e sabão ou use álcool em gel.
☞ Cubra o nariz e boca ao espirrar ou tossir.
☞ Evite aglomerações se estiver doente.
☞ Mantenha os ambientes bem ventilados.
☞ Não compartilhe objetos pessoais.

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