F1 tem queda de 4.5% em audiência mundial na TV em temporada encurtada de 2020

A categoria divulgou os números televisivos e de engajamento nas redes sociais, onde manteve média de espectadores mesmo com quatro etapas a menos que em 2019

A Fórmula 1 teve de lidar com uma ligeira queda da audiência televisiva na encurtada temporada de 2020. Nesta segunda-feira (8), a categoria divulgou os números de espectadores e engajamento nas mídias sociais, seguindo a média dos anos anteriores.

No último campeonato, a F1 sofreu um forte golpe por conta da pandemia do novo coronavírus. O calendário teve diversas mudanças ao longo dos meses e iniciou apenas em julho, contando com apenas 17 corridas, quanto a menos que 2019 – e nenhuma delas no primeiro semestre.

Mesmo com a diminuição no número de etapas, a audiência total na TV foi de 1.5 bilhão, comparado ao 1.9 bilhão do ano anterior. Ainda, a média de espectadores por prova foi de 84.7 milhões em 2020, uma queda de 4.5% se comparado a 2019.

Quando se olha mais para trás, as médias de 2016, 2017 e 2018 foram de 87 milhões, enquanto 2014 e 2015 ficaram na casa dos 80 mi. Portanto, a Fórmula 1 manteve a tendência de audiência em 2020.

A Fórmula 1 teve queda de audiência total em 2020, mas manteve média das corridas (Foto: Mercedes)

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A disputa com maior número de televisores ligados para assistir foi o GP da Hungria, que atraiu 103.7 milhões de espectadores, 7% a mais que a corrida de 2019. Na terceira etapa do calendário, Lewis Hamilton venceu, com Max Verstappen e Valtteri Bottas completando o pódio.

Países também registraram um aumento no interesse de acompanhar a Fórmula 1 em 2020, como a audiência crescendo 43% na China, 28% na Holanda, 71% na Rússia, 10% na Grã-Bretanha e 5% na Alemanha.

As mídias sociais da categoria, que contam com perfis nas mais diversas plataformas como Facebook, Twitter, Instagram, Tiktok, Snapchat, Twitch, entre outros, também registrou grande aumento no ano passado – 36% a mais de seguidores somando 35 milhões, 47% mais visualizações em vídeos subindo a 4.9 bilhões totais e um engajamento em 99% para 810 milhões.

“No ano passado, enfrentamos tempos sem precedentes e a Fórmula 1 teve de se adaptar aos desafios apresentados pela pandemia. Entregamos 17 corridas, algo que muitos pensavam ser impossível no início do ano. Fizemos de forma saudável e animadora e novas corridas aos novos fãs ao redor do mundo”, afirmou Stefano Domenicali, novo chefão da F1.

Sergio Pérez venceu pela primeira vez em 2020 (Foto: Racing Point)

“A audiência para 2020 mostra a força e resiliência de nosso esporte, com uma média de 87.4 milhões e um total acumulado de 1.5 bilhões. Estamos orgulhosos do que entregamos em 2020 e sabemos que temos uma base de fãs incrivelmente forte e uma plataforma para crescer nos próximos anos”, pontuou.

“Estamos satisfeitos que nossos fãs sentem grande satisfação com o esporte, nossa temporada, e a maneira que respondemos a pandemia global. Estamos ansiosos para o início da temporada 2021 após a pausa de inverno e sabemos que nossos fãs estão tão animados quanto nós para as corridas”, encerrou.

Em 2020, a temporada foi marcada por diversas histórias, como as vitórias inéditas de Sergio Pérez e Pierre Gasly, o retorno ao pódio de Sebastian Vettel e Daniel Ricciardo, a estreia de Esteban Ocon no top-3 e o assustador acidente de Romain Grosjean – que escapou sem grandes problemas e agora encara o desafio da Indy.

No Brasil, a transmissão da F1 vai passar por uma transformação. Após 40 anos na Rede Globo, a categoria vai passar para a Band, que fechou acordo de dois anos e aproveitou para contratar também Mariana Becker. Com isso, a emissora dá passos para se tornar o canal do esporte a motor.

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