F1

Fã desde anos 1980, Räikkönen se declara e diz que Fórmula 1 é “mais um hobby que um trabalho”

Poucos pilotos na história da Fórmula 1 possuem mais lastro para falar da categoria do que Kimi Räikkönen, campeão mundial e a caminho de ser o homem com mais corridas em todos os tempos. E, de fato, Kimi recordou as primeiras lembranças que tem da categoria, de mais de 30 anos atrás e a torcida por compatriotas. Hoje, aos 39 anos, segue enamorado pelo campeonato

Grande Prêmio / Redação GP, do Rio de Janeiro
Um dos convocados para a entrevista coletiva da FIA na China, no fim de semana da milésima corrida da Fórmula 1, foi o campeão mundial de 2007, Kimi Räikkönen. Piloto atualmente mais velho e com mais corridas na categoria, Räikkönen falou das primeiras lembranças que tem da categoria e de como se mantém no batente mais de 18 anos após sua estreia. 
 
Questionado sobre quando e como começou a acompanhar a F1, destacou a torcida para os pilotos finlandeses como Keke Rosberg - pai de Nico e campeão em 1982. Pensar ser piloto da categoria, no entanto, foi algo que aconteceu apenas quando já pilotava, anos mais tarde.
 
"Não lembro muito bem quando foi a primeira vez que eu vi, mas com certeza foi nos anos 1980. Lembro de Keke Rosberg e talvez uma explosão de pneu em Adelaide. A torcida obviamente sempre foi para os finlandeses", falou. 
Kimi Räikkönen (Foto: Alfa Romeo)
"Mesmo ainda era pequeno já assistia e competia nos karts. Comecei a acreditar que podia andar na F1 somente quando passei a ter um empresário, depois as coisas andaram muito rapidamente", disse.
 
Como ainda render neste nível de exigência aos 39 anos? Segundo ele, a forma de se manter apaixonado pelo esporte é se divertindo.
 
"Não existe ingrediente especial, além do mais é mais um hobby do que um trabalho para mim. É por isso que eu ainda me divirto. Tento dar o meu melhor e algumas vezes acabam sendo melhores que outras, mas não é mais um problema para mim. Faço o que posso quando sentir que não consigo mais render, vou seguir outro caminho", argumentou o piloto, que entra para o clube dos 40 em outubro, ainda durante a temporada 2019. 
 
Sobre as expectativas da Alfa Romeo, que começou a temporada de forma positiva - Räikkönen tem dez pontos e é o melhor do resto na classificação do campeonato -, cautela. 
 
"A temporada é muito longa, difícil mudar agora a nossa meta. Ainda há muito a fazer, é uma história em contínua evolução ainda que com um pacote sólido e um carro simples de guiar. A base está posta, agora a gente precisa andar mais rápido a cada fim de semana", finalizou.