F1
14/03/2015 04:50

Fabricante que menos mudou motor, Renault começa ano enfrentando dificuldades na Austrália

A FIA divulgou neste sábado (14) a quantidade de 'tokens' que cada uma das montadoras usou para modificar seus motores na pré-temporada. A Renault foi a que menos mexeu em sua unidade de força
Warm Up / RENAN DO COUTO, de São Paulo
 Renault (Foto: Florent Gooden/DPPI)
A Renault foi a montadora que menos 'tokens' gastou para modificar sua unidade de força na pré-temporada do Mundial de F1. A informação foi divulgada pela FIA neste sábado (14) em Melbourne.

Cada uma das três fabricantes que já forneciam motores V6 turbo no ano passado pode utilizar 32 'fichas' em 2015. Até o GP da Austrália, a que mais usou foi a Mercedes, 25. A Ferrari gastou 22, e a Renault apenas 20. 

As fichas restantes poderão ser utilizadas ao longo da temporada.

Estes números refletem a visão de cada uma delas a respeito do desenvolvimento. A Mercedes, por exemplo, vinha dizendo desde o início que pretendia ter um motor o mais evoluído possível na primeira corrida. Já a Renault planeja introduzir maiores mudanças no fim deste ano pensando em dar um grande salto para a temporada 2016.
A Renault foi a montadora que menos mudou seu motor até o GP da Austrália (Foto: Getty Images)
O problema para os franceses é que o ano não começou nada fácil — e a Red Bull já dá sinais de insatisfação. Na sexta-feira em Melbourne, Daniel Ricciardo deu apenas nove voltas no TL1 antes de retornar a garagem e não andar mais. A unidade de força quebrou e não poderá mais ser usada neste ano. Desta forma, o australiano terá apenas três à disposição para as 19 corridas do campeonato — ou então precisará cumprir punições.

No terceiro treino livre, na manhã deste sábado, mais problemas do motor Renault atrapalharam Daniil Kvyat. Enquanto freava para a penúltima curva, o carro continuou acelerando, e o russo saiu da pista.

Ricciardo, tanto na sexta quanto no sábado, reclamou pelo rádio a respeito da dirigibilidade do carro. A liberação da potência é inconstante, o que torna a pilotagem mais imprevisível. Consultor da Red Bull, Helmut Marko criticou publicamente a Renault pelas precoces falhas.

Caso a fabricante francesa não consiga contornar essas dificuldades rapidamente, pode ir por água abaixo o plano de esperar até o fim de 2015 para fazer mudanças, antecipando-as com o intuito de melhorar a performance no curto prazo.

Carlos Sainz, da Toro Rosso, foi o melhor piloto dentre os quatro que andam com motores Renault no TL3. O espanhol ficou na nona colocação.

A divulgação dos números pela FIA também revelou à Honda a quantidade de 'tokens' que ela terá à disposição para atualizar o seu novíssimo V6 turbo ao longo do ano. Foi feita uma média de quanto as três concorrentes ainda têm para mudar, e isso entregou aos japoneses nove 'tokens'. A Mercedes ainda tem sete, a Ferrari, dez, e a Renault, 12.