F1

Fanático por Mansell e 'fora da lei' em noites de corrida: chefe da Red Bull conta como se apaixonou pela F1

Christian Horner tem 45 anos de idade e há pelo menos dez anos é um dos dirigentes de maior sucesso da Fórmula 1. Mas antes disso foi um aspirante a piloto e, ainda antes, uma criança que precisava driblar os pais para ver melhores momentos das corridas

Grande Prêmio / Redação GP, do Rio de Janeiro
Na semana da corrida 1.000 da história da Fórmula 1, o mundo do esporte a motor rende homenagens à categoria. E, claro, dentre aqueles que se declaram estão as figuras centrais do campeonato nos dias atuais. Como Christian Horner, chefe da Red Bull desde antes do domínio e quatro títulos conquistados entre 2010 e 2013. Ex-piloto e torcedor de Nigel Mansell, Horner lembrou os primeiros anos de fã da F1 e das coisas que guarda com carinho daqueles tempos. 
 
Ao site da FIA, Horner falou sobre as corridas marcantes que viveu na vida: uma enquanto criança, outra quando ainda era um adolescente com sonho de se tornar piloto e, mais tarde, como bem-sucedido dirigente e um dos homens mais poderosos da F1. 
 
"O GP da Inglaterra de 1986 foi a primeira corrida de F1 que eu fui. Depois, quando estava na F3, corri junto com o GP da Inglaterra de 1992, quando Nigel Mansell estava no auge da sua fama, o que foi especial para mim. Já no meu cargo atual, vencer nossa primeira corrida, o GP da China de 2009, e o primeiro campeonato com Sebastian Vettel no ano seguinte, em Abu Dhabi, foi maravilhoso", lembrou.
Christian Horner (Foto: Xavi Bonilla/Grande Prêmio)
"Tive tantos momentos especiais, mas tudo volta parte daquela primeira corrida, em 1986. Assisti grudado na cerca. Era o auge da era Williams-Piquet-Mansell, e eu era um piloto de kart aspirante de 12 anos vendo gigantes, os gladiadores e heróis do esporte naquela época. Ainda tinha a energia e a potência daqueles carros turbo, extremamente fenomenal", apontou.
 
Recordou ainda tempos em que precisava fugir dos pais durante as noites de corrida para assistir momentos da corrida que não haviam aparecido na transmissão oficial.  
 
"Eu era um grande fã de Nigel Mansell; tinha pôsteres dele na parede do meu quarto. Costumava gravar todas as corridas e assisti-las durante os finais de semana. Naquela época também existia um programa de melhores momentos a TV inglesa bem tarde durante à noite que nunca me deixavam ficar acordado para ver, mas meu irmão tinha uma pequena televisão preta e branca no quarto dele, então eu entrava de fininho e assistia o que não tinha sido mostrado durante a corrida", revelou.
 
"Mas ir às corridas era uma experiência diferente de assistir de casa. O som daqueles carros era incrível. Lembro de ir à corrida [GP da Inglaterra] de 1990, quando tinha aquela Ferrari V12 e era tão diferente dos V8 e V10 daquela época. Lembro de assistir da curva Woodcote e que a potência era incrível. Ainda tenho essa sensação hoje quando vejo um GP - é genuinamente algo apreciar", encerrou.