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F1

Federação afasta risco para automobilismo da Rússia após escândalo de dopagem

Svetlana Shakhova, secretária da Federação Russa de Automobilismo, entende que não há risco para o esporte na esteira da sanção imposta ao país pela Associação Mundial Antidopagem (Wada). Atletas estão banidos de representar a Rússia nos Jogos Olímpicos de Tóquio, em 2020, dos Jogos de Inverno de Pequim, em 2022 e, no mesmo ano, da Copa do Mundo de futebol no Catar

Grande Prêmio / Redação GP, de Sumaré
O grande assunto do esporte neste início de semana foi o anúncio da sanção imposta à Rússia na esteira do escândalo de dopagem deflagrado nos últimos anos. Atletas estão banidos de representar o país nos principais eventos esportivos dos próximos anos como os Jogos Olímpicos de Tóquio, em 2020, dos Jogos Olímpicos de Inverno, que vão ser realizados em 2022 em Pequim, e também da Copa do Mundo de futebol, que vai ser disputada em 2020 no Catar — ainda que esta última dependa diretamente da Fifa.
 
A punição foi confirmada à Rússia em razão de falsificação da base de dados do laboratório de Moscou, de forma que a Wada (Associação Mundial Antidopagem) entende que foi uma manobra do país para esconder resultados adversos de doping. A punição abrange não somente atletas, mas também às aspirações do país, que não pode organizar nenhum evento esportivo neste período de quatro anos.
 
Tal qual aconteceu nos últimos anos, quando a Rússia teve sua representação banida dos Jogos Olímpicos, os atletas que estejam limpos, ou seja, sem resquícios de dopagem, vão poder competir em Tóquio e Pequim, mas representando a bandeira olímpica, um símbolo neutro e que não tem relação com a Rússia.
Daniil Kvyat (Foto: Getty Images/Red Bull Content Pool)
Mas uma vez que a FIA (Federação Internacional de Automobilismo) é filiada à Wada, responsável por impor a punição à Rússia, surge a dúvida: o esporte a motor também vai entrar na lista de sanções? Segundo Svetlana Shakhova, secretária da Federação Russa de Automobilismo, a punição não se aplica ao esporte a motor. 
 
Assim, os pilotos vinculados ao país não seriam afetados, bem como a realização do GP da Rússia de F1, que é realizado em Sóchi e já tem seu espaço na agenda para 2020.
 
“A federação de um esporte decide por si mesma se adere às diretrizes. A situação sobre os esportes olímpicos é clara, mas os esportes não-olímpicos tomam as suas decisões”, declarou a dirigente em entrevista ao site russo ‘Championat’.
 
“A agenda para as diversas reuniões que teremos em dezembro já está fechada e não há nada relacionado a esse assunto, de modo que não acho que esta história vai afetar o automobilismo”, explicou Shakhova.
 
A Rússia, com amplo programa de ampliação da sua participação no esporte a motor, conta com Daniil Kvyat no grid da F1 com a Toro Rosso. A F2 traz um volume maior de pilotos oriundos do país, como Artem Markelov, Matevos Isaakyan e Nikita Mazepin. A eles, em 2020, vai se unir o campeão da F3, Robert Shwartzman, que atualmente é piloto da Academia da Ferrari.

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