Feliz e vencedor no SportsCar, Magnussen diz que só voltaria à F1 por Mercedes ou Red Bull

Após vencer a etapa de Detroit do IMSA SportsCar, Kevin Magnussen celebrou o atual momento da carreira e relembrou a passagem na Fórmula 1. Apesar das boas lembranças do período, condicionou um possível retorno a possibilidade de correr em equipes de ponta da categoria

Romain Grosjean rodou e atacou de bombeiro em Detroit (Vídeo: Indycar)

Após quebrar um jejum de quase oito anos sem vencer no automobilismo, Kevin Magnussen, que ao lado de Renger van der Zande, triunfou na Etapa de Detroit do IMSA SportsCar, com a Chip Ganassi. Depois, o piloto fez um balanço do atual momento vivido na carreira e recordou o período entre 2014 e 2020, quando correu na Fórmula 1 e passou por McLaren, Renault e, desde 2017, pela Haas. Apesar de ter grandes lembranças da categoria, Magnussen se mostrou feliz com o novo momento nos Estados Unidos e afirmou que só aceitaria retornar à F1 caso Mercedes ou Red Bull, equipes dominantes do grid, fizessem uma oferta. Algo que o próprio dinamarquês duvida que um dia aconteça.

Em entrevista à revista Autoweek, Magnussen dissecou sua experiência na Fórmula 1 e disse que se sente “privilegiado” por ter passado tantos anos na categoria. O piloto também falou sobre o atual momento da Haas, hoje uma das piores equipes do grid da Fórmula 1, e projetou uma evolução para a equipe de Kannapolis com a revolução nos regulamentos técnico e esportivo do Mundial a partir de 2022.

“Se tivesse o convite de Mercedes e Red Bull, eu não diria não. Não creio que muitos pilotos iriam recusar, mas isso não vai acontecer. Como disse antes, fico muito, muito feliz com a oportunidade que tive na Fórmula 1. Não são tantas pessoas que puderam passar tantos anos na Fórmula 1. Fico muito feliz por isso e tive grandes experiências. Dito isso, atualmente me sinto com a motivação renovada e com o sentimento de que é divertido correr novamente”, disse.

Sobre a Haas, o sentimento de Kevin é de certa tristeza pela fase da equipe que um dia ajudou a levar ao quinto lugar do Mundial de Construtores, em 2018. “Sinto muito por eles. São ótimas pessoas. Tenho muitos amigos e eles são como uma família para mim, então sinto muito por eles. Mas tenho certeza que as coisas serão melhores com a chegada do novo regulamento [em 2022]. Isso irá basicamente resetar todas as equipes. Com certeza, as equipes maiores estarão na frente, mas espero que com todos mais próximos”, comentou.

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Kevin Magnussen correu na Haas entre 2017 e 2020 (Foto: Haas)

O dinamarquês contabilizou 120 corridas e um pódio, um segundo lugar no GP da Austrália em 2014, pela McLaren, como o melhor resultado da carreira na Fórmula 1. Antes do fim de semana em Detroit, Magnussen estava sem vencer desde 2013, quando faturou a etapa da Catalunha da extinta World Series By Renault. De volta ao topo do pódio, agora em uma categoria completamente diferente do que é a F1, Kevin não escondeu a felicidade com o novo momento da carreira e comparou com a falta de conquistas durante sua passagem pelo Mundial.

“Me sinto privilegiado e abençoado por ter corrida na Fórmula e por ter tido uma carreira na F1. Mas como disse, se você sabe que não está na briga por vitórias e pódios, no fim das contas, isso acaba não importando muito. Sentia falta de correr com o objetivo de vencer. Este ano, o sentimento que tenho nas corridas me lembra da carreira anterior à Fórmula 1. Meio que senti falta desse sentimento”, concluiu o dinamarquês.

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