Alonso dá “boas-vindas” a Hamilton na F1: “Pilota tão bem quanto antes e fica 1s atrás”

Piloto da Alpine disse que heptacampeão manteve ótimo desempenho, mas agora está limitado por carro da Mercedes em 2022. Alonso usou o exemplo de Hamilton para afirmar que "piloto é importante na F1, mas não crucial"

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Fernando Alonso se mostrou solidário à situação que Lewis Hamilton enfrenta na temporada de 2022 da Fórmula 1. Depois de anos de intenso domínio, o heptacampeão mundial não dispõe de um carro capaz de competir por vitórias e, consequentemente, título – a Mercedes ainda briga para solucionar os diversos problemas que o W13 enfrenta.

O bicampeão mundial expôs sua opinião e negou que Hamilton tenha enfrentado uma queda de performance, atribuindo maior responsabilidade ao bólido da Mercedes. O espanhol comparou suas últimas temporadas na F1 com o 2022 do britânico multicampeão. Alonso visa mudar a própria sorte no GP da Espanha de Fórmula 1 assim como o rival e, no caso do piloto da Alpine, busca enfim deixar o azar para trás no ano e somar pontos contundentes em sua corrida de casa.

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Hamilton e Alonso foram companheiros de equipe na McLaren em 2007 (Foto: McLaren)

“Essa é a natureza do esporte. Algumas vezes, você tem o melhor carro. Outras vezes, não tem um carro tão bom. Ainda assim, precisa lutar e fazer algum progresso. Esse ano, podemos ver que o piloto é muito importante na F1, mas não é crucial”, opinou Alonso à rede inglesa de TV BBC, usando Hamilton como exemplo. “Lewis está pilotando tão bem (em 2022) quanto nos últimos oito anos. Dominou o esporte e quebrou todos os recordes, conseguiu 103 pole-positions. E agora ele faz uma mega volta – como ele mesmo disse na Austrália ou em algum outro lugar – e fica um segundo atrás. Então, bem-vindo”, disse o espanhol.

“Essa é a F1. Não vai ser um esporte justo em termos de números. Esse é um esporte coletivo acima de tudo e nós tendemos a esquecer isso, especialmente quando se há sucesso. Ficamos tão felizes pelo que conquistamos que, mesmo que tentemos compartilhar o sucesso com o time, as manchetes são do piloto”, continuou. “Aconteceu comigo quando conquistei dois campeonatos. Estava derrotando Michael Schumacher, era um grande tópico de assunto. Mas meu carro era mais confiável naquela época e tinha uma ótima performance. Você não consegue exaltar o carro suficientemente, porque as manchetes sempre serão do piloto. E com Lewis é a mesma coisa. Ter mais de 100 pole-positions na F1 é algo inimaginável. Você precisa ter o melhor carro e o melhor pacote por muitos, muitos anos”, completou o bicampeão mundial.

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De acordo com Alonso, os resultados obtidos por Hamilton na atual temporada da Fórmula 1 – sem uma queda de desempenho, portanto – mostram que o carro é ainda mais importante que o piloto na principal categoria de automobilismo do mundo.

“Nós estávamos dando voltas mágicas por vezes e ficando em 15º. Como você explica isso para as pessoas? É impossível. Ele (Hamilton) merece tudo que conquistou no passado, mas esse ano é um bom lembrete de que, em todos esses recordes e números, o que você tem em mãos no que diz respeito ao pacote do carro é uma grande parte”, analisou.

Por fim, o piloto da Alpine deu uma resposta ambígua quando perguntado se esperava que George Russell fosse ‘dar trabalho’ a Hamilton logo no início de sua trajetória nas Flechas de Prata. Até aqui, o ex-Williams é o principal pontuador da equipe alemã na F1 2022.

“Sim e não. George tem sido muito rápido nos últimos anos e acho que todo mundo estava esperando que ele fosse um competidor duro para Lewis. Mas ainda acredito que Hamilton vai, eventualmente, terminar o campeonato à frente. Temos somente cinco corridas até aqui, mas eventualmente quando as coisas ficarem mais complicadas e situações difíceis, Lewis ainda vai ter mais experiência e, talvez, mais talento”, detalhou, por fim, Alonso.

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