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F1

Ferrari atribui escolha por Sainz a juventude e “mudança de mundo” durante pandemia

Mattia Binotto, chefe da Ferrari, entende que era necessária uma mudança de foco da escuderia de Maranello. O tempo de inatividade da F1 em razão da pandemia do novo coronavírus ajudou a cúpula da equipe a refletir e mudar os rumos ao optar por não renovar com Sebastian Vettel e trazer um piloto mais jovem, como Carlos Sainz

Grande Prêmio / Redação GP, de Sumaré
As consequências ainda imprevisíveis da pandemia do novo coronavírus trazem também a perspectiva de um mundo diferente, sob vários aspectos, em um futuro próximo. O microcosmo da Fórmula 1 não fica alheio a esta nova ordem mundial de menos gastos e projetos mais sustentáveis. A Ferrari atribuiu sua nova escolha, Carlos Sainz, como substituto de Sebastian Vettel a partir de 2021, como um reflexo dos novos tempos e de uma mudança de filosofia dentro da equipe.
 
Mattia Binotto, chefe da Ferrari, falou à emissora italiana Sky Sports sobre a contratação do piloto espanhol, que vai se unir ao time de Maranello a partir de 2021.
 
“Tivemos tempo, durante este período, para refletir e chegar a esta conclusão: estamos felizes com a escolha”, disse o dirigente ítalo-suíço.
 
“Neste período, o mundo mudou, e devemos olhar para o futuro de forma diferente. Há um novo desafio que todos devemos aceitar, e acreditamos que identificamos a pessoa certa para completar nossa equipe”, justificou Binotto.
A contratação de Carlos Sainz é vista pela Ferrari como uma aposta na juventude  (Foto: Rodrigo Berton/Grande Prêmio)
“Carlos Sainz é um piloto jovem. Para nós, representa uma aposta e estamos felizes com este desafio”, destacou. A futura dupla da Ferrari, com Sainz e Charles Leclerc, hoje com 22 anos, é a mais jovem da história da equipe.
 
O comandante da Ferrari ressaltou a consistência de Sainz ao longo de uma carreira ainda curta na F1. Com 102 GPs no currículo e passagens por Toro Rosso, Renault e, atualmente, na McLaren, o espanhol de 25 anos tem um pódio conquistado — no GP do Brasil de 2019 — 77 corridas completadas, com 267 pontos somados.
 
“Nestas cinco temporadas ele foi bem, quase sempre leva o carro à bandeira quadriculada e ajuda sua equipe com muitos pontos”, salientou Binotto.
 
Na visão do chefe da Ferrari, a chegada do espanhol para substituir Vettel representa a chance de renovar os quadros, o que não vai se aplicar somente aos pilotos.
 
“Queremos abrir um ciclo. O caminho vai ser difícil, mas a opção de focar em pilotos jovens também vai nessa direção. Não somente em termos de pilotos, mas também de mecânicos. Sainz é um menino muito legal, é inteligente e tem muito espírito de equipe. É um grande trabalhador, e tê-lo ao lado de Charles vai ser muito útil”, finalizou.

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