F1

Ferrari critica decisão da FIA, mas diz que não vai apelar “pelo bem do esporte”

Diferente do clima de revolta que foi o desfecho do GP do Canadá, há duas semanas, desta vez a Ferrari reagiu com resignação à decisão da FIA de não punir Max Verstappen pela manobra de ultrapassagem sobre Charles Leclerc no fim do GP da Áustria deste domingo: “Aceitamos o que aconteceu hoje”, afirmou Mattia Binotto

Grande Prêmio / Redação GP, de Sumaré
 
No entendimento do chefe da Ferrari, Mattia Binotto, a decisão tomada pelos comissários não foi a correta. “A regra é clara”, disse o dirigente ítalo-suíço. No entanto, diferente do que aconteceu há três semanas, no Canadá, desta vez a escuderia de Maranello não vai tentar o ‘tapetão’ para vencer pela primeira vez em 2019.
 
“Existe uma via, a apelação, mas nossa decisão é não fazê-la pelo bem do esporte”, afirmou o dirigente em entrevista coletiva pouco depois do anúncio da decisão dos comissários.
Mattia Binotto aceitou a decisão dos comissários da FIA. Mas não concordou (Foto: Twitter)
“Parabéns a Verstappen, que fez uma grande corrida, como Charles. Não estamos felizes porque a regra é clara, Charles foi obrigado a sair da pista. Foi uma bela briga, o GP foi bom nesse aspecto. Aceitamos o que aconteceu hoje”, salientou.

Em Montreal, foi Sebastian Vettel quem esteve no 'olho do furacão' depois de perder o controle do seu carro, passar pela área de gramado e, ao voltar para a pista, impediu a passagem de Lewis Hamilton. Os comissários de prova entenderam que Vettel procedeu de maneira irregular e acrescentaram 5s ao seu tempo total de prova, que resultou na vitória do britânico no circuito Gilles Villeneuve. Naquela ocasião, a Ferrari veio a público primeiro para dizer que tinha a intenção de apelar, que foi demovida pouco depois. Mas antes da semana do GP da França, a equipe italiana entrou com pedido de revisão da punição ao dizer que tinha "novas evidências". Entretanto, a sanção foi mantida, bem como a vitória de Hamilton.
 
No fim das contas, depois do empolgante GP da Áustria deste domingo, o dirigente italiano defendeu que as corridas devem ser decididas na pista. “É da natureza deste esporte, que a bandeira quadriculada não chega antes do fim da corrida”.
 
Em relação ao ritmo de Leclerc no fim da prova, com o monegasco sofrendo com o desgaste dos pneus — a gestão dos compostos foi uma das grandes chaves da vitória de Verstappen —, Binotto defendeu a estratégia traçada pela Ferrari.
 
“Verstappen tinha vantagem quanto aos pneus, mas nós tivemos de reagir à parada de Valtteri Bottas. E nossos pneus estavam em boas condições no fim”, apontou.
 


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